José Lopes: “Para investir numa nova rota, tenho de estar convencido de que será melhor do que as atuais”

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A easyJet celebrou esta quinta-feira, 9 de outubro, as ligações entre Itália e Portugal. Durante o evento, José Lopes, diretor-geral da easyJet em Portugal, lembrou aos jornalistas que os aeroportos de Lisboa e do Porto estão congestionados e que, para investir numa nova rota, “tenho de estar convencido de que essa rota será melhor do que alguma que tenha de sacrificar”.

O responsável falava sobre uma possível ligação entre Lisboa e Nápoles, numa altura em que a companhia aérea apenas voa para a cidade italiana a partir do Porto. “Enquanto tivermos os aeroportos congestionados, tem que ser feito um trade-off. Portanto, para eu poder investir numa rota nova, tenho de estar convencido de que essa rota vai ser melhor do que alguma que tenha de sacrificar.” Dito isto, José Lopes admitiu que, a curto prazo, a probabilidade de abrir uma nova rota entre estes dois destinos “é reduzida”, porque “o produto em que temos estado a trabalhar tem funcionado”.

Contudo, quando houver mais capacidade, a companhia aérea irá analisar todas as oportunidades de negócio que possam surgir, com o objetivo de as aproveitar, expandir e crescer.

Sobre as novas rotas para Milão-Linate, José Lopes acredita que “vão ser um sucesso”, porque é um aeroporto mais central, “que nos permite melhorar o nosso catchment para o segmento de business”.

Operação para Cabo Verde

Recorde-se que a easyJet vai lançar cinco novas rotas entre Portugal e Cabo Verde, além de uma nova ligação entre Milão-Malpensa e a Ilha do Sal. A companhia aérea vai introduzir novos voos para Boa Vista, Praia e São Vicente, a partir de Lisboa. Além disso, Boa Vista e Praia também vão ganhar novas ligações com o Porto.

Os voos arrancam este mês e José Lopes, além de não adiantar muita informação, disse que os bookings “estão dentro do plano”. Sobre Itália, o responsável disse que foi uma aposta “no-brainer”, porque, curiosamente, “o turismo no Sal foi inventado pelos italianos”.

“Quando lançámos as rotas de Lisboa e do Porto para o Sal, que foram as primeiras de sempre da easyJet para a África Subsariana, abrimos de repente a porta para outras possibilidades. Começámos logo a operar Gatwick e, agora neste inverno, além deste reforço significativo das rotas portuguesas — um aumento de mais de 200% da nossa capacidade — vamos também iniciar as ligações Manchester–Sal e Milão–Sal, com duas frequências semanais.”

Questionado sobre como este lançamento está a ser recebido pelo mercado italiano, José Lopes disse “bem”, porque era um destino já muito conhecido e, portanto, “é quase um retomar de uma ligação que já existia com os italianos”.

Operação em Portugal

Sobre o desempenho da operação da easyJet em Portugal, o responsável garantiu que, até ao terceiro trimestre, as reservas “estão acima do ano passado”.

“Tem sido feito um trabalho, não só internamente, mas também em colaboração com o regulador, o aeroporto e o governo, para tentar melhorar a situação. Se compararmos com o ano passado, está melhor — e o ano passado já tinha sido melhor do que há dois anos.”

Contudo, José Lopes admitiu que o aeroporto de Lisboa continua a ser “muito difícil”. Ainda hoje, continuou, “tivemos filas muito grandes no controlo de passaportes, que afetaram quase 50% dos passageiros em alguns voos, devido a problemas na leitura dos passaportes pelas máquinas”. “Sei que o Governo está a trabalhar nisso e a fazer tudo o que é possível para melhorar estes meios técnicos, mas temos de continuar a trabalhar em conjunto, porque muitas pessoas acabam por ficar com uma má imagem do país”, concluiu.

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