Lisboa ocupa, pelo segundo ano consecutivo, o quinto lugar no ranking dos melhores destinos a nível mundial para os nómadas digitais em 2024. Em primeiro lugar está Dubai, seguido de Abu Dhabi e Málaga.
O estudo “Executive Nomad Index” da Savills analisa e faz o ranking de 25 destinos em todo o mundo para nómadas digitais. Todas as localizações estudadas apresentam um programa de vistos para nómadas digitais, ou equivalente, ou, no caso dos EUA e dos países europeus, fazem parte de um grande bloco económico que permite a livre circulação de pessoas para viver ou trabalhar. Entre os fatores em destaque comuns a estes destinos, encontram-se o clima favorável durante todo o ano, uma elevada qualidade de vida e um mercado estabelecido de imóveis residenciais prime.
“Lisboa manteve-se entre os cinco principais destinos para nómadas digitais desde que lançámos o nosso índice em 2022. Isto deve-se, em grande parte, à elevada qualidade de vida que Portugal oferece em comparação com muitos dos seus pares, combinada com fortes desempenhos em todas as outras categorias – embora o aumento das rendas dos imóveis residenciais se esteja a tornar um ponto de pressão. A conectividade, a inovação, um cenário cultural diversificado e um bom clima durante todo o ano são fatores-chave que tornam Lisboa atrativa para os nómadas digitais”, refere Miguel Lacerda, Lisbon Residential Director da Savills Portugal.
Tanto o Dubai como Abu Dhabi estão bem classificados em diversas categorias, no entanto, o Dubai tem uma grande vantagem na conectividade dos transportes aéreos que o coloca à frente de Abu Dhabi em termos gerais. O Dubai International, o seu principal aeroporto, é o mais movimentado do mundo em termos de tráfego internacional de passageiros.
“Dubai e Abu Dhabi são incrivelmente apelativos para os nómadas digitais, porque oferecem tudo o que é necessário para prosperar tanto a nível pessoal como profissional, desde infraestruturas modernas a elevada qualidade de vida”, afirma Andrew Cummings, Head of Residential Agency Middle East da Savills.
“Embora estas cidades sejam muito conhecidas pelas suas atrações turísticas e hotéis de luxo, há muito mais no Dubai e em Abu Dhabi. Temos visto um foco real na criação de um ambiente de negócios dinâmico, onde há muitas oportunidades para crescer, construir redes e fazer ligações para a vida”, acrescenta Andrew Cummings.
As cidades com acesso à praia continuam a ter uma presença forte no top 10, nomeadamente Málaga (3º), Miami (4º), Lisboa (5º), Barcelona (6º) e Palma (7º). Algarve também aparece no ranking, ocupando o nono lugar dos melhores destinos a nível mundial para os nómadas digitais em 2024.

“O nómada digital é tradicionalmente simbolizado pelo jovem de mochila, contudo, os executivos nómadas tendem a ser mais velhos e têm maior probabilidade de viajar com a família. Isto coloca uma maior ênfase nos temas da qualidade de vida que estas localizações internacionais podem oferecer, como a segurança e o acesso a instalações de saúde ou de educação. Para estes profissionais, tanto o networking físico como a conectividade digital são importantes e devem ser tidas em conta”, diz Kelcie Sellers, Associate Director, Savills World Research.
“Os executivos nómadas são mais propensos a alugar e valorizam o espaço extra e a proximidade às comodidades locais. As rendas prime aumentaram, em média, 5% no último ano nas 25 localizações monitorizadas no índice Savills, com alguns mercados urbanos a registarem aumentos superiores a 15%”, conclui Kelcie Sellers.
Entre as novas entradas no índice de 2024, encontram-se Palermo (22º) e Cidade do Cabo (17º). A capital siciliana tem um património rico e uma longa história. É o mercado de aluguer prime mais acessível de Itália, com rendas prime até 70% inferiores às de Florença, por exemplo.
Já a África do Sul introduziu o seu programa “Digital Nomad Visa” em maio de 2024 e a Cidade do Cabo será beneficiada como um destino chave para estes viajantes e empresários no sul global. Também como novidades no índice 2024 surgem a ilha caribenha de Granada (11º), Bali (12º) e a capital da Costa Rica, San José, o primeiro destino da América Central a ser incluído no Índice Savills, ocupando o 13º lugar.



