Quarta-feira, Abril 17, 2024
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Lufthansa recupera no verão mas espera um “difícil inverno” devido à pandemia

O presidente e presidente-executivo da Lufthansa, Carsten Spohr, afirmou esta terça-feira dia 31 de agosto, que a companhia aérea alemã aproveitou a recuperação do verão, mas está a preparar-se para um “difícil inverno” devido ao ressurgimento da pandemia de covid-19.

“Estamos a preparar-nos para que o inverno seja novamente longo e frio”, disse Carsten Spohr aos jornalistas na noite desta segunda-feira, 30 de agosto, referindo-se à “quarta onda e ao número” de infeções que estão a aumentar.

No entanto, “considerou positiva esta última fase da pandemia”, depois de ter feito uma “avaliação positiva do verão” para a Lufthansa.

O grupo de aviação quer “cobrir novamente 90% dos seus destinos habituais”, a partir de setembro, com uma “frota de aviões estimada em 40% face ao nível pré-crise”, salientou o gestor.

Este indicador, que representa o número de lugares disponíveis para reserva com base na procura prevista, atingiu os 31% no ano passado e 29% no segundo trimestre deste ano, mas deverá aumentar para os 50% no terceiro trimestre e para os 60% no final do ano.

A Lufthansa conseguiu reduzir para metade o prejuízo entre abril e junho deste ano e, pela primeira vez desde o início da pandemia, alcançou um fluxo de caixa positivo.

Para tal, contribuíram o “forte aumento da procura e da oferta” e a “queda nos custos”, devido à reestruturação em curso, que já custou 30.000 empregos num total de 140.000 funcionários.

No entanto, Spohr advertiu que “o caminho para a normalidade será certamente mais longo para a indústria da aviação do que para muitas outras”.

No início de agosto, o grupo Lufthansa anunciou que esperava que a sua atividade fosse lucrativa no terceiro trimestre deste ano graças ao período de verão, que foi impulsionado pelo setor de turismo.

No entanto, o ano fiscal deverá situar-se “claramente no vermelho”, segundo a maior companhia aérea europeia.

O gestor também se congratulou com o anúncio por parte do Governo alemão da venda de até 5% das ações da Lufthansa, cuja participação é de 20%, numa altura em que o grupo de aviação está a preparar arrecadar fundos através da emissão de novas ações.

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