Quarta-feira, Dezembro 7, 2022
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Mais de 35.000 estabelecimentos turísticos encerraram no Brasil em 2020

A crise provocada pela covid-19 no Brasil fez com que o turismo perdesse 35,5 mil estabelecimentos, com vínculo laboral, em 2020, anunciou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a entidade, esta é a maior perda anual desde 2016, quando a potência sul-americana ainda sofria os efeitos da recessão, e representa uma queda de 13,9% em relação às unidades que operavam no país em 2019.

Entre fevereiro e abril de 2020, o volume de receitas do setor acumulou uma queda de 68% e, apesar da reação observada nos meses seguintes, o turismo encerrou 2020 com um nível de faturação 30% inferior ao registado antes da pandemia.

Outros setores conseguiram terminar 2020 em ‘verde’, como foi o caso da indústria, que teve um crescimento de 3% no ano passado.

Segundo o CNC, a crise provocada pela covid-19 atingiu estabelecimentos de todas as dimensões, mas os que mais sofreram perdas foram as micro e pequenas empresas, com um total de 30.720 unidades encerradas no último ano, o que corresponde a 87% do total.

As regiões mais atingidas foram São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

A queda nos gastos dos turistas estrangeiros no Brasil foi uma das principais causas para fecharem portas, já que o consumo em 2020 atingiu apenas 3.000 milhões de reais (cerca de 452 milhões de euros), 50% a menos do que o registado em 2019 e o menor volume contabilizado desde 2003, de acordo com o Banco Central.

Todos os segmentos turísticos registaram saldos negativos, com destaque para os serviços de alimentação fora do lar, como bares e restaurantes, hotéis, pousadas e similares e agências de viagens.

A Confederação estima que, entre março de 2020 e janeiro de 2021, o turismo brasileiro acumulou perdas de 274 mil milhões de reais (41,2 mil milhões de euros).

Essas perdas obrigaram as empresas do setor a eliminar cerca de 397 mil empregos formais em 2020, dos quais 211.100 correspondiam a bares e restaurantes, cerca de 90.700 ao transporte rodoviário e 56.500 mil à hotelaria.

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