Sábado, Março 7, 2026
Sábado, Março 7, 2026

SIGA-NOS:

Marcas de turismo recuperam valor em 2021 mas continuam abaixo dos níveis pré-pandemia

O relatório Brand Finance Global 500, que reúne as 500 marcas mais valiosas do mundo, não deixa dúvidas: o valor das marcas associadas à indústria do turismo, em 2021, ainda é baixo quando comparado com as avaliações pré-pandemia. O número de marcas de turismo apresentadas no Brand Finance Global 500 caíram de 15 para 9. No entanto, num sinal promissor de recuperação, todas os marcas do setor que aparecem na edição deste ano tiveram um crescimento positivo.

A indústria farmacêutica foi a que mais cresceu este ano, devido ao desenvolvimento das vacinas para a covid-19, enquanto o setor turístico continua abaixo dos níveis pré-pandemia.

Porém, o sector hoteleiro registou o nível de crescimento mais rápido, com as duas marcas do ranking, Hilton (aumento de 58% para 11 mil milhões de euros) e Hyatt (aumento de 26%, para 5,3 mil milhões de euros), a serem mais valiosas agora do que eram antes da pandemia.

Com o abrandamento das regras de confinamento, o setor foi impulsionado por um aumento das estadias e viagens de lazer e, em menor medida, o retorno parcial das viagens de negócios. Ambos os grupos hoteleiros continuaram a investir nas suas marcas, com o grupo Hyatt a concluir a aquisição do Apple Leisure Group e o grupo Hilton a abrir mais de um hotel por dia em 2021.

Marcas de companhias aéreas, como a Delta (6,5€ mil milhões), American Airlines (5,6€ mil mihões), United Airlines (4,9€ mil milhões), Emirates (4,4€ mil milhões) e novos participantes como a Southwest Airlines (4,3€ mil milhões) viram um aumento no valor de marca, devido ao aumento das viagens aéreas, embora ainda não tenham recuperado para os níveis pré-pandemia. A história é semelhante para a plataforma online de reservas Booking (7,8€ mil milhões) e a empresa de aluguer de carros Enterprise (6,3€ mil milhões).

“É um sinal promissor ver esta recuperação no setor do turismo, apesar de haver restrições intermitentes ainda em vigor no mundo. O retorno foi, sem dúvida, prejudicado por surtos, no entanto, como o mundo se ajusta a viver com a COVID-19 não há razão para a indústria do turismo não poder levantar voo novamente”, confessa David Haigh, CEO da Brand Finance.

-PUB-spot_img

DEIXE A SUA OPINIÃO

Por favor insira o seu comentário!
Por favor, insira o seu nome aqui