Marrocos quer aumentar em 20% a capacidade hoteleira antes do Mundial 2030

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Marrocos pretende aumentar a sua capacidade hoteleira em 60 mil camas até 2030, o equivalente a cerca de 20% da oferta atual, no âmbito dos preparativos para o Campeonato do Mundo de Futebol, que irá organizar em conjunto com Portugal e Espanha. A informação foi avançada pela ministra do Turismo marroquina, Fatim-Zahra Ammor, em declarações à Reuters.

“Vemos o Mundial da FIFA de 2030 como um acelerador, e não como um fim em si mesmo”, afirmou a governante à agência Reuters, sublinhando que o objetivo passa por criar valor duradouro para o turismo marroquino.

De acordo com a Reuters, o Governo marroquino está a investir mais de 190 mil milhões de dirhams marroquinos (cerca de 17,8 mil milhões de euros) em infraestruturas ferroviárias, rodoviárias, aeroportuárias, estádios e projetos urbanos, tendo em vista a realização da competição. Ainda não foi definido o número de jogos que caberá a cada um dos três países anfitriões.

Nos últimos quatro anos, Marrocos acrescentou 45 mil camas à sua oferta hoteleira, elevando a capacidade total para mais de 300 mil camas, segundo dados oficiais citados pela Reuters.

Em 2025, o país recebeu cerca de 20 milhões de turistas, tornando-se o destino mais visitado de África. A meta passa agora por alcançar os 26 milhões de visitantes até 2030.

Segundo a Reuters, o banco central marroquino estima que as receitas do turismo atinjam um recorde de 161 mil milhões de dirhams marroquinos em 2027 (15 mil milhões de euros), face aos 138 mil milhões alcançados em 2025 (12,9 mil milhões de euros).

Fatim-Zahra Ammor adiantou ainda que a “próxima fase de crescimento do turismo” será sustentada pelo reforço da conectividade aérea com mercados como a China, os Estados Unidos e o Médio Oriente.

Paralelamente, Marrocos pretende diversificar a sua oferta turística para além de destinos tradicionais como Marraquexe e Agadir. Nesse contexto, Rabat deverá assumir um papel mais relevante como destino para eventos culturais, competições desportivas e turismo de negócios.

“Precisamos de fazer investimentos que criem valor duradouro para o turismo marroquino”, concluiu a ministra, citada pela Reuters.

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