O agravamento das tensões no Médio Oriente está a levar ao cancelamento de voos e à suspensão de operações aéreas, afetando passageiros portugueses, sobretudo com destino ou regresso do Dubai. Ao TNews, Miguel Quintas, presidente da ANAV, garante que “todos os passageiros que foram através de agências de viagens estão a ser acompanhados diariamente e individualmente”.
Em declarações ao TNews, Miguel Quintas, presidente da ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens, disse esta segunda-feira que, embora não tenha “um apuramento à unidade das pessoas que lá estão”, já solicitou “ajuda ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para nos poder posicionar”.
Segundo o responsável, as agências associadas têm estado em contacto permanente para fazer o ponto de situação. “Temos passageiros de negócios, turistas e grupos. Na verdade, temos de tudo, sendo que, em particular, estamos a falar do Dubai”, referiu.
O Dubai surge como o destino mais impactado, tendo em conta o volume de portugueses que recebe anualmente. “Dubai recebe por ano cerca de 90 mil portugueses. É claramente o destino da região preferido dos portugueses”, destacou.
Apesar dos constrangimentos, Miguel Quintas garante que os viajantes retidos estão informados e a ser devidamente apoiados. “As pessoas estão cientes da situação e estão confortáveis; quer dizer, gostariam de regressar o mais rapidamente possível, mas sabem que estão a ser acompanhados”, sublinhou.
“O Governo local já deu as garantias de cobertura de custos, as companhias aéreas e as agências de viagens também. Estamos à espera que abra o espaço aéreo para trazer as pessoas [para Portugal]”, acrescentou.
No que diz respeito aos cancelamentos de voos, o cenário varia consoante as transportadoras. “Temos muitas situações, dependendo de companhias aéreas: umas estão a fazer a gestão ao dia, outras apontam já para as datas 7 e 8 de março”, explicou.
Miguel Quintas recorda que a ligação entre Portugal e a região é significativa. “Não podemos esquecer que temos perto de cinco frequências diárias para a região, fora as ligações indiretas que têm escala — aí estamos a falar de combinações de cerca de 70 voos. Portanto, são muitos portugueses que a região recebe, que tinham viagens marcadas que foram canceladas”.
Perante este contexto, as alternativas passam pela remarcação ou reembolso. “As pessoas podem remarcar mais tarde ou podem ser ressarcidas do dinheiro que foi investido”, indicou, deixando ainda uma recomendação para quem tem viagens marcadas para datas mais distantes: “aquilo que recomendamos a quem tem datas de viagem mais para a frente é que se segure, e vamos avaliar a situação com tranquilidade diariamente, sendo que a cobertura financeira está sempre garantida”.
Em termos de recomendações às agências, a prioridade da ANAV é clara: “primeiro, contactar todos os clientes que têm voos marcados daqui para a frente, com a garantia de que existe a possibilidade de ressarcimento de dinheiro e, naturalmente, contactar os clientes que estão no destino para tentar arranjar o voo mais rápido de regresso”, além de “confirmar sempre os voos diariamente.”
A ANAV garante que continuará a acompanhar a evolução do atual contexto no Médio Oriente. “Estamos atentos e a acompanhar a situação militar e de segurança, bem como as recomendações quer do Ministério dos Negócios Estrangeiros, quer dos Governos locais”, concluiu Miguel Quintas.



