Cuba enfrenta uma rutura de combustível para aviação e iniciou o encerramento de algumas unidades hoteleiras no âmbito de um plano de emergência para responder à crise energética, tal como noticiado pelo TNews esta segunda-feira. Nas últimas horas, começam a surgir impactos operacionais concretos junto de cadeias hoteleiras e companhias aéreas internacionais.
A Meliá Hotels International reduziu a disponibilidade em três hotéis no destino, ajustando a sua oferta aos atuais níveis de ocupação. Segundo declarações de fontes da cadeia à agência EFE, trata-se de uma decisão “estritamente operacional”, baseada nos níveis de procura, com o objetivo de otimizar recursos e adaptar a operação às limitações de abastecimento.
A mesma fonte indicou que a medida afeta, para já, três unidades e que a empresa dispõe de fornecimentos no destino para assegurar a continuidade da operação nas instalações em funcionamento. A Meliá acrescentou ainda que mantém uma “estrecha comunicação e colaboração” com os operadores turísticos, de forma a garantir alternativas aos clientes eventualmente abrangidos por estes reajustes.
Escalas técnicas e suspensão de voos
No transporte aéreo, também se registam ajustamentos. A Iberia e a Air Europa anunciaram que passarão a realizar uma escala técnica na República Dominicana nas ligações entre Espanha e Cuba, para efeitos de reabastecimento.
Já a Air Canada comunicou a suspensão imediata das suas operações para Cuba devido à falta de combustível, segundo informações divulgadas pela EFE.
De acordo com a mesma fonte, as autoridades cubanas informaram as companhias aéreas através de um aviso aos aviadores (NOTAM) de que, entre 10 de fevereiro e 11 de março, poderá não estar disponível combustível para aviação nos nove aeroportos internacionais do país.
Em sentido contrário, as companhias mexicanas Aeroméxico, Viva Aerobus e Volaris mantêm as suas frequências. A Viva Aerobus indicou que os seus aviões “vão abastecidos com o combustível para o viagem de ida e volta, pelo que reiteramos que a operação continua normalmente”.
Os ajustamentos agora anunciados surgem num contexto de forte pressão sobre o setor turístico cubano, que em 2025 registou o pior desempenho desde 2002, com 1,8 milhões de visitantes internacionais.



