O alojamento turístico nacional registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,2 milhões de dormidas em abril, traduzindo aumentos homólogos de 2,4% e 0,6%, respetivamente. Os proveitos totais atingiram 600,7 milhões de euros e os proveitos de aposento somaram 453,1 milhões de euros, refletindo crescimentos de 5,2% e 4,0%, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O crescimento das dormidas foi sustentado exclusivamente pelos mercados internacionais. As dormidas de não residentes aumentaram 1,2%, para 5,2 milhões, enquanto as de residentes recuaram 1,0%, para 2,0 milhões, prolongando a tendência de quebra da procura interna pelo segundo mês consecutivo.
Entre os principais mercados emissores, o Canadá destacou-se com o maior crescimento (+12,0%), seguido pelos Países Baixos (+9,9%). Em sentido contrário, Itália registou a quebra mais acentuada (-9,7%), a mais expressiva desde março de 2021. O Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor, representando 17,8% das dormidas de não residentes, apesar de uma ligeira descida de 0,5%.
Ao nível regional, o Alentejo voltou a liderar o crescimento das dormidas, com uma subida de 8,4%, seguido do Norte (+4,1%). Já o Centro (-8,7%) e os Açores (-7,5%) registaram os maiores recuos. Algarve, Grande Lisboa e Norte concentraram, em conjunto, mais de 69% das dormidas registadas no país durante o mês de abril.
Os indicadores de rentabilidade continuaram a evoluir positivamente, embora a um ritmo mais moderado. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se nos 69,8 euros, mais 0,6% do que em abril de 2025, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) cresceu 2,3%, atingindo os 118 euros.
Os proveitos continuaram igualmente em terreno positivo, com a Grande Lisboa a concentrar a maior fatia da receita gerada pelo setor, seguida do Algarve e do Norte. O Alentejo destacou-se novamente ao apresentar os maiores crescimentos nos proveitos totais (+10,6%) e nos proveitos de aposento (+7,7%).
Por municípios, Lisboa manteve a liderança com 1,5 milhões de dormidas, representando 20,3% do total nacional. Albufeira foi o segundo município com maior volume de dormidas, registando um crescimento de 8,5%, enquanto o Porto ocupou a terceira posição, com uma subida de 3,6%.
O INE alerta, contudo, que os resultados de abril poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelos efeitos associados ao período da Páscoa.




