O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou esta quarta-feira que construir um aeroporto na União Europeia “é um processo altamente complexo”, dadas as exigências regulatórias nesta área, e que o prazo de 24 meses para negociar com a Vinci os termos da concessão não lhe parece “muito exagerado”.
Joaquim Miranda Sarmento falava num almoço de associados da Associação da Hotelaria de Portugal, em Lisboa. Questionado pela plateia sobre a possibilidade de avançar com o aeroporto do Montijo, o governante afirmou que a solução Portela + Montijo “também tinha problemas significativos, quer do ponto de vista ambiental quer do operacional”.
“Nós [Governo] escolhemos uma solução e o importante é que essa solução avance. A Vinci, que é quem tem a concessão dos aeroportos, já apresentou um primeiro relatório. Agora, temos 24 meses para negociar a revisão dos termos da concessão, de forma a que o investimento no novo aeroporto seja realizado. Portanto, daqui a 10 anos sensivelmente, o país vai ter um aeroporto de dimensão significativa naquela localização, com acessos rápidos ao centro da cidade”.
Perante críticas da plateia de que 24 meses para negociar com a Vinci os termos da concessão é excessivo, Joaquim Miranda Sarmento disse que não lhe parece que os prazos sejam “muito exagerados”, porque construir um aeroporto na União Europeia “é um processo altamente complexo”, dadas as exigências regulatórias nesta área.
Para terminar, o governante defendeu que o setor do turismo é um dos “mais importantes na economia”, contribuindo não só para a receita fiscal, mas também para o crescimento económico, o aumento do emprego e do bem-estar dos cidadãos.






