As empresas do setor do turismo em Portugal estão cada vez mais disponíveis para contratar profissionais com menores qualificações técnicas, apostando na formação interna como forma de responder às necessidades imediatas de recrutamento, afirmou o presidente da Associação Fórum Turismo, António Marto.
A intervenção teve lugar durante a Feira de Emprego do Turismo, promovida pela Bolsa de Empregabilidade, que decorreu no Convento São Francisco, reunindo 42 empresas do setor.
“Claro que as empresas procuram contratar a pessoa com o maior leque de habilidades possíveis, desde a nível linguístico até ao saber fazer, mas muitas das empresas já estão disponíveis em contratar pessoas que não estejam tão habilitadas tecnicamente e a darem essa formação ‘in-house’, porque procuram necessidades imediatas e têm a capacidade de dar uma formação imediata”, afirmou o presidente da Associação Fórum Turismo.
De acordo com António Marto, esta é uma realidade do país todo, “porque o turismo percebeu que se não for assim, a contratar pessoas com outras nacionalidades, com outros saberes-fazeres, vai ficar muito reduzido na sua capacidade de atração”.
“E vai fazer com que, no final de contas, fique sem capacidade de responder e as empresas precisam de pessoas para trabalhar, então há que abrir o leque de contratação para poder depois trabalhar ‘in-house’ com essa pessoa, moldando-a àquilo que é a natureza da empresa, para que depois essa pessoa fique disponível a trabalhar e disponível ao serviço da empresa”, acrescentou.
Ainda que existam áreas mais exigentes, como a aviação ou os cruzeiros, que requerem perfis específicos, o dirigente destacou que, de forma geral, o turismo é um setor inclusivo, com capacidade para formar os profissionais de acordo com as suas necessidades.
Em declarações aos jornalistas, António Marto realçou que o turismo, “em tempos, pode não ter sido a melhor área de contratação, mas [atualmente] está a melhorar a largos paços comparativamente com o que era no passado”.
A Feira de Emprego do Turismo contou com a presença de cerca de 600 estudantes durante a manhã e juntou empresas de várias áreas da região Centro, que, segundo o responsável, “estão claramente à procura de pessoas para trabalhar”.



