Terça-feira, Março 10, 2026
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Museu do Artesanato e Design de Évora vai ser reconvertido em centro de acolhimento a turistas

O Museu do Artesanato e Design de Évora (MADE) vai ser reconvertido em centro de acolhimento a turistas, num investimento de 1,5 milhões de euros, com financiamento PRR.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos, indicou, à agência Lusa, que o projeto é desenvolvido pela entidade que lidera e está integrado na Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora 2027.

“É um projeto para a CEC, mas que fica para o turismo de Évora e, principalmente, para o do Alentejo”, afirmou o responsável.

Denominado “Welcome Centre Évora”, o espaço vai nascer da requalificação e transformação do edifício onde funciona atualmente o MADE, em pleno centro histórico, que pertence ao Estado e que está na tutela da ERT do Alentejo e Ribatejo.

Segundo o anúncio do concurso público para a primeira fase das obras, publicado, na terça-feira, em Diário da República (DR), e consultado hoje pela Lusa, esta empreitada tem um valor base de cerca de um milhão de euros.

O presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo previu que “as obras [referentes à primeira fase] se iniciem ainda este ano” para estarem concluídas em junho de 2026, realçando que, depois, seguir-se-á o lançamento de outras empreitadas.

No total, a requalificação do edifício do MADE envolverá um investimento de 1,5 milhões de euros, totalmente financiado a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), adiantou.

“É uma oportunidade única de se criar um equipamento que sirva de suporte e acolhimento aos turistas que irão acorrer à cidade e à região em maior número em 2027” e que, depois desse ano, possa disponibilizar “ferramentas que permitam encaminhar os turistas um pouco por toda a região”, adiantou.

De acordo com José Manuel Santos, esta intervenção vai resolver problemas estruturais que o imóvel apresenta e inclui a substituição integral da cobertura e a realização de trabalhos no interior, nomeadamente a construção de sanitários.

“É também uma oportunidade para recuperar um edifício muito importante, não sendo classificado, na Zona de Especial Proteção (ZEP) da Igreja de São Francisco”, um do ex-líbris da cidade alentejana, assinalou.

As fases seguintes da requalificação abarcam o projeto de arquitetura do interior e a aquisição de novos equipamentos, realçou, salientando que o espaço “terá obviamente que estar pronto em janeiro de 2027”.

Este edifício, também conhecido como Celeiro Comum, esteve encerrado entre 1991 e 2007, ano em que reabriu como Museu do Artesanato/Centro de Artes Tradicionais, passando, em 2011, a acolher também uma parte de uma coleção particular de Design.

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