“Não Procures Mais Longe”. Campanha do Turismo de Portugal desafia portugueses a redescobrir o país

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O Turismo de Portugal lançou esta terça-feira, em Porto de Mós, a nova campanha de turismo interno “Não Procures Mais Longe. Encontra o teu país.”, uma iniciativa que pretende incentivar os portugueses a redescobrirem o território nacional através das emoções associadas aos diferentes destinos e experiências do país.

A campanha procura valorizar o turismo interno num momento em que várias regiões enfrentam necessidades acrescidas de dinamização económica, na sequência dos impactos provocados pelas tempestades registadas durante o inverno deste ano.

Através de uma abordagem emocional e aspiracional, a campanha associa sentimentos e estados de espírito a lugares fictícios inspirados em destinos reais portugueses. Entre os exemplos apresentados estão a “Serra da Quietude”, a “Cascata da Paz”, a “Aldeia da Calma”, o “Castelo de Certezas”, a “Praia do Espanto” ou o “Rio Feliz”.

Apesar da toponímia imaginada, os locais retratados correspondem a destinos reais espalhados pelo país. O “Castelo de Certezas” remete para Porto de Mós, a “Aldeia da Calma” para o Talasnal, a “Praia do Espanto” para Galapos, em Setúbal, enquanto a “Quietude” é associada à Serra de Montesinho e o “Rio Feliz” ao rio Arade.

Segundo o Turismo de Portugal, o objetivo passa por mostrar que “o mais importante de uma viagem são as emoções” e que essas experiências podem ser encontradas “bem perto”.

A campanha terá duas fases de comunicação, entre maio e junho e entre setembro e novembro, e inclui filmes de televisão, spots de rádio e conteúdos digitais focados na descoberta, no bem-estar, na autenticidade e na diversidade da oferta turística nacional.

“O turismo é hoje um dos principais motores da economia portuguesa, com um contributo decisivo para a criação de riqueza, emprego e desenvolvimento do país. O turismo interno assume um papel particularmente importante porque contribui para a estabilidade da procura, aumenta a coesão territorial e permite levar atividade económica a regiões com menor densidade turística”, afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

Segundo o governante, este tipo de procura ajuda também a “reforçar o tecido empresarial local e valorizar os recursos endógenos”.

A campanha pretende ainda promover uma “distribuição mais equilibrada e sustentável dos fluxos turísticos” ao longo do território e durante todo o ano, incentivando os portugueses a explorar destinos menos massificados e a “valorizar paisagens, património, natureza e experiências”.

Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, considera que “atendendo ao papel estruturante do turismo na economia nacional, o setor pode e deve assumir um contributo ativo na recuperação e valorização dos territórios. Esta campanha é um instrumento para construir um turismo cada vez mais equilibrado, mais sustentável e mais próximo dos territórios”, afirmou.

Além de falar de destinos, a campanha “fala daquilo que cada lugar nos faz sentir, apelando e mobilizando os portugueses a: encontrar o seu país”, conclui o Turismo de Portugal.

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