A Organização Mundial do Turismo (OMT) prepara-se para suspender a Rússia da organização, depois de na terça-feira, dia 8 de março, ter decidido convocar uma reunião extraordinária da sua Assembleia-Geral para tomar uma posição final sobre a questão.
“O Conselho Executivo da OMT decidiu realizar uma Assembleia-Geral Extraordinária da OMT para tratar da suspensão da participação da Federação Russa”, afirma a organização em comunicado de imprensa, acrescentando que a reunião magna será convocada “nos próximos dias”.
Uma fonte oficial da OMT disse à agência Lusa que cabe à Assembleia-Geral tomar uma decisão sobre a suspensão de um dos seus membros, mas que a decisão tomada na quarta-feira, dia 8, pelo Conselho Executivo desta organização especializada das Nações Unidas é uma “indicação clara” sobre o sentido final da decisão.
De acordo com a mesma fonte, votaram a favor da marcação da Assembleia-Geral da organização 72% dos seus membros.
Realizado em Madrid a pedido de vários membros da OMT, o Conselho Executivo reuniu no meio de “uma preocupação e condenação global contínua” em relação a “ações unilaterais” da Rússia.
“A guerra nunca é uma solução! Nem agora, nem nunca. Mas é evidente que nem todos estão comprometidos com este ideal”, disse o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, citado no comunicado. O responsável pela OMT sublinhou que “quando os membros vão contra” os objetivos da OMT, “deve haver consequências”.
A OMT reitera o seu apoio total à resolução da Assembleia Geral da ONU e a votação do Conselho dos Direitos Humanos da ONU: “A soberania, independência política e territorial a integridade da Ucrânia, dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, deve ser mantida, e o apelo das Nações Unidas para a resolução pacífica do conflito, deve ser seguido”.
Na semana passada, a Assembleia-Geral das Nações Unidas votou a favor de uma resolução exigindo que a Rússia “imediata, completa e incondicionalmente retirasse todas as suas forças militares do território da Ucrânia […].
Na altura, o Conselho de Direitos Humanos da ONU também condenou as ações da Rússia “nos termos mais fortes possíveis”, tendo os seus membros votado a favor da criação de uma comissão especial para investigar alegadas violações dos direitos humanos, incluindo possíveis crimes de guerra na Ucrânia.



