Onvicta aposta no “Travel Design & Concierge” para se afirmar no mercado das viagens de luxo

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A Onvicta, criada por Paulo Frutuoso Carvalho, iniciou atividade como agência de viagens em setembro de 2026, sob o conceito de “Travel Design & Concierge” e o objetivo de “desenvolver uma abordagem mais pessoal e cuidada às viagens de luxo”. Em declarações ao TNews, a empresa explica a sua abordagem à criação de experiências personalizadas, o perfil de clientes que procura captar e as parcerias que pretende desenvolver, abordando ainda os principais desafios do mercado e os próximos passos.

A Onvicta apresenta-se como uma empresa de “Travel Design & Concierge”, contando com Patrícia Fernandes como responsável pelo seu desenvolvimento. A empresa distingue-se pela forma como concebe e acompanha cada viagem, não partindo de programas predefinidos. Segundo a empresa, o conceito de “Travel Design” traduz-se “num trabalho de pesquisa, curadoria e criação de itinerários personalizados, onde cada escolha tem um propósito, desde o alojamento às experiências que integram a viagem”; já a dimensão “Concierge” pretende assegurar um “acompanhamento próximo antes, durante e após a viagem”, afirma.

Para a empresa, que não tem lojas físicas, o atendimento “personalizado e flexível” privilegiado não “depende de um espaço comercial”, aponta. “A tecnologia permite-nos trabalhar de forma próxima com os clientes, independentemente da sua localização, sem excluir o contacto presencial sempre que se justifique”, fundamenta.

A Onvicta fala de uma abordagem em que “cada viagem nasce de uma conversa”: “[I]nteressa-nos perceber como o cliente gosta de viajar, que experiências o marcaram, o que valoriza e aquilo que prefere evitar”, refere. Esta abordagem, em que à partida nem sempre existe um destino definido, permite à empresa “apresentar sugestões que talvez [o cliente] ainda não tivesse considerado”.

Partindo destas informações, começa a pesquisa e seleção de alojamentos, experiências e serviços: “Trabalhamos com parceiros locais especializados, cujo conhecimento é fundamental para encontrar soluções diferenciadoras. Depois, apresentamos a proposta e ajustamo-la em conjunto com o cliente, até chegar a um itinerário equilibrado”, explica.

“Interessa-nos perceber como o cliente gosta de viajar, que experiências o marcaram, o que valoriza e aquilo que prefere evitar”

Como exemplo de uma experiência que represente o conceito da empresa, a Onvicta refere uma recente viagem à Tanzânia e Zanzibar. No desenho do itinerário, o principal desafio apontado pela empresa foi a criação de “uma ligação harmoniosa entre duas experiências distintas” que consistiam na “emoção de um safari com alguns dias de descanso junto ao Oceano Índico”, afirma.

“Na Tanzânia, a escolha dos lodges e dos guias foi determinante; em Zanzibar, privilegiámos um alojamento ajustado ao perfil dos clientes”, explica. A empresa destaca ainda o apoio dos parceiros locais para a articulação dos diferentes serviços e para “assegurar uma transição fluida entre as duas etapas”, acrescenta.

“O luxo tem vindo a tornar-se mais pessoal. Um excelente hotel continua a ser importante, mas já não chega por si só. O cliente valoriza a autenticidade, a tranquilidade e a confiança de saber que alguém compreende as suas preferências”

O cliente de luxo, novas tendências e parcerias internacionais

Tnews

O mercado português é atualmente o maior foco da Onvicta, “tanto pela proximidade com os clientes como pelo potencial de desenvolvimento que [identificam]”.

No entanto, não existe um único perfil para o cliente da agência de viagens: “Pode ser um casal à procura de uma viagem especial, uma família que quer partilhar experiências ou alguém que já conhece muitos destinos e procura algo diferente”, explica. Aquilo que estes viajantes têm em comum é a “valorização do tempo, da qualidade do serviço e da liberdade de viajar à sua maneira”, descreve.

“[O] luxo tem vindo a tornar-se mais pessoal. Um excelente hotel continua a ser importante, mas já não chega por si só. O cliente valoriza a autenticidade, a tranquilidade e a confiança de saber que alguém compreende as suas preferências”, afirma. Para a Onvicta, este maior interesse por experiências diferenciadas que proporcionem maior autenticidade e contacto com os destinos é exemplificado pela procura por “safaris em África, as villas privadas e os hotéis boutique com identidade própria”, enumera. “Também a cultura e a gastronomia locais têm ganho importância, refletindo uma preferência por descobrir os destinos de forma mais próxima e menos convencional”, expõe.

Paralelamente, a Onvicta está no processo de “estabelecer contactos e parcerias internacionais que poderão criar oportunidades noutros mercados”. Nesta fase, a prioridade é “consolidar a presença (…) e construir relações comerciais sustentadas” com parceiros “que partilhem os [seus] padrões de exigência”, explica.

“Privilegiamos a qualidade do serviço, a consistência, o conhecimento do destino e a capacidade de responder a pedidos específicos”, afirma. 

“Estamos ainda numa fase inicial, mas com uma visão clara do caminho que queremos seguir e do posicionamento que pretendemos construir”

Desafios, diferenciação e crescimento

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Os principais desafios no segmento das viagens de luxo apontados pela empresa são a correspondência às expectativas de “um viajante cada vez mais informado, que tem acesso a inúmeras opções e procura um serviço que acrescente verdadeiro valor”, aponta. Para a Onvicta, a diferenciação “já não depende apenas de oferecer propriedades excecionais”, mas requer “conhecimento, capacidade de aconselhamento e parceiros que assegurem qualidade em todas as etapas.” “Num mercado tão competitivo, conquistar e manter a confiança dos clientes é fundamental”, adiciona.

Estando a Onvicta em fase de construção e desenvolvimento, a empresa refere que os esforços têm sido concentrados na “consolidação da identidade da marca, na seleção criteriosa de parceiros e no estabelecimento de relações estratégicas em Portugal e no estrangeiro”, destaca. Também a participação em encontros internacionais do setor tem sido “particularmente importante”, segundo a Onvicta, para “reforçar a (…) presença e identificar novas oportunidades”.

“Estamos ainda numa fase inicial, mas com uma visão clara do caminho que queremos seguir e do posicionamento que pretendemos construir”, explica. “O objetivo é crescer de forma sustentada, preservando aquilo que consideramos essencial: a identidade da Onvicta, a qualidade do serviço e a proximidade com cada cliente”, conclui.

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