Quinta-feira, Maio 23, 2024
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Pestana alcança resultados positivos em 2021 e regista, pela primeira vez, crescimento acima de 2019 em abril

O Grupo Pestana registou, em 2021, um resultado líquido positivo de 23 milhões de euros, o que significou um regresso aos lucros depois de, em 2020, ter registado um prejuízo de 32 milhões de euros.

Esta quarta-feira, dia 18 de maio, o grupo apresentou, em conferência de imprensa, os resultados do ano de 2021, com o CEO do grupo, José Theotónio, a destacar o regresso aos lucros em 2021 e a obtenção de um EBITDA que triplicou de 33,7 milhões de euros  para 96,2 milhões de euros .

“Não é uma grande rentabilidade, tendo em conta que somos uma empresa com ativos fixos superiores a mil milhões de euros, mas ainda foi em ano de pandemia”.

Segundo o responsável, estes resultados foram possíveis, porque “a hotelaria teve um comportamento melhor, invertendo as perdas operacionais de 8 milhões de euros para ganhos de 50 milhões de euros”, ao mesmo tempo que a atividade imobiliária manteve os bons resultados.

Theotónio sublinha que a atividade turística em 2021 começou apenas no final de maio e, apesar de ter começado “devagar”, acabou por acelerar nos meses de verão, o que permitiu que o ano tivesse corrido “significativamente melhor” que em 2020.

Os destinos de resort “recuperaram melhor que os de cidade”, sobretudo Porto Santo e Algarve. Para estes resultados também contribuíram as equipas, destaca o CEO do Grupo. “Lançámos o desafio às equipas operacionais dos hotéis fechados de trabalharem nas operações abertas e a resposta foi fantástica. Fizemos a operação praticamente só com as equipas já tínhamos. Muitos trabalhadores da Madeira foram para Porto Santo. E para o Algarve, foram de Lisboa, Porto”, revela.

Outro motivo de “contentamento para o grupo” em 2021 foi ter conseguido abrir os hotéis em pipeline. “Tínhamos cerca de 9 hotéis em construção no início da pandemia, não abandonámos nenhum, continuaram a ser construídos, mas não tínhamos pressa dos terminar. Conseguimos abrir todos esses hotéis, o último dos quais no dia 8 de abril”, afirmou o responsável.

Resultado de um investimento de 112 milhões de euros, dos nove hotéis abertos, cinco foram em Portugal (Pestana Vintage Lisboa, Pousada do Porto- Flores; Pestana Douro – este último a 8 de abril; Pousada de Vila Real de Santo António; e Pestana Fisherman, ao lado do Pestana Churchill, em Câmara de Lobos); os restantes quatro no estrangeiro (Pestana CR7 Gran Vía Madrid, Pestana CR7 Times Square, Pestana Tânger e Pestana CR7 Marrakech).

“Abril foi o primeiro mês em que estamos acima de 2019”

Depois de um início de ano “ainda fraco”, a recuperação parece ter efetivamente chegado no passado mês de abril. “Abril foi o primeiro mês em que estamos acima de 2019”, revela Theotónio. As perspetivas para os restantes meses são “positivas”, mas “existem nuvens negras no meio da atividade turística”, alerta. “Já tivemos momentos em que estávamos com sinais muito positivos, e depois vinham os cancelamentos e deitavam-nos abaixo”, constata.

Se tudo correr bem, o grupo deverá já este ano igualar os números de 2019, no entanto, ainda com mais hotéis no portefólio.

Quanto a novos projetos, o grupo tem dois  hotéis em desenvolvimento em Lisboa, um na Rua Augusta, e uma Pousada em Alfama, nas Portas do Sol. Existem também dois projetos em aprovação, um deles (o Pestana Porto Santo Dunas, e outro na Praia Formosa, ao lado do Pestana Bay, no Funchal).

Lá fora, existe um projeto para Newark, cujo investimento é de uma família lusa-americana, e o grupo fará a sua gestão quando concluído, e, ainda, o Pestana CR7 Paris.

Na área imobiliária, depois de Troia, o empreendimento em Brejos da Carregueira de Baixa, na Comporta, está em construção, mas já vendido. Por sua vez, o projeto imobiliário para Porto Covo, encontra-se em comercialização.

Sobre a aquisição do Pestana Blue Alvor pelo fundo internacional Azora, José Theotónio afirma que não estava nos planos “nenhuma venda, mas “houve alguém que pagou a cláusula de rescisão”, ironiza o responsável, não revelando, no entanto, o valor em causa. José Theotónio garante ainda que o grupo não tem intenção de libertar-se de ativos. Ao contrário da crise anterior, esta não é uma crise financeira, sublinha o responsável, destacando que o “setor financeiro teve um comportamento positivo connosco, nunca sentimos uma pressão do sistema financeiro. Este negócio [com o fundo Azora] foi claramente pontual e não podíamos dizer que não.  

Grupo precisa de 1000 funcionários no verão, já conseguiu recrutar 480

Questionado sobre uma das maiores problemáticas atualmente, a falta de mão de obra, Theotónio afirma que, para o verão, são necessários mais 1000 colaboradores, estando já 480 recrutados. “O grupo pode oferecer regalias, além do ordenado, que não são habituais noutros concorrentes, com seguro de saúde, a possibilidade de carreira noutros mercados, um vez que estamos presentes em 16 países. A empresa oferece nível de confiança em quem quer apostar em nós”, reforça. Quanto aos acordos anunciados pelo Governo de forma a trazer trabalhadores de outros países, o CEO do Grupo Pestana diz que “até hoje ainda não chegaram ao terreno”.

Theotónio admite as dificuldades de recrutamento, sobretudo do Alentejo, e reconhece que este é um problema que pode comprometer operações e o serviço.

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