Portugal quer reforçar ligações aéreas com a Venezuela e admite novas rotas com a TAP

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O Governo manifestou interesse em reforçar as ligações aéreas entre Portugal e a Venezuela, incluindo a possibilidade de criar novas rotas entre os dois países. O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, considera que a aproximação entre a TAP e a Lufthansa, no âmbito do processo de privatização da companhia portuguesa, poderá abrir novas oportunidades de conectividade.

“É um assunto que foi conversado durante o dia de hoje [segunda-feira], e encaramos com muito interesse a possibilidade de reforçar as ligações aéreas entre Portugal e a Venezuela”, afirmou o governante, citado pela Lusa, durante uma conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, em Caracas, no âmbito de uma visita oficial de três dias ao país sul-americano.

As declarações surgiram depois de Manuel Castro Almeida ter sido questionado sobre a possibilidade de alargar as ligações aéreas entre Caracas e regiões portuguesas, nomeadamente a Madeira, bem como de estabelecer novas rotas entre Portugal e destinos turísticos venezuelanos, como Canaima e a ilha de Margarita.

“A TAP, a companhia de bandeira de Portugal, está num processo de transformação (…) uma parte importante da TAP acabou de ser comprada pela Lufthansa. E, portanto, a ligação da TAP com a Lufthansa torna a Lufthansa a quarta maior companhia aérea do mundo. E isso vai relançar a possibilidade de novas ligações com a Venezuela”, declarou.

Apesar dos constrangimentos de capacidade no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, Manuel Castro Almeida sublinhou que existem outros aeroportos nacionais com condições para receber operações da TAP.

“Hoje há um problema conjuntural de capacidade no aeroporto de Lisboa, mas há vários outros aeroportos em Portugal capazes de receber voos da TAP, e vemos nisso grande interesse”, frisou.

As declarações do governante surgem poucos dias depois de a TAP ter retomado, a 27 de outubro, as operações regulares no Aeroporto Internacional de Maiquetía, que serve Caracas. A companhia aérea portuguesa estava a operar temporariamente a partir da cidade venezuelana de Valência, devido aos constrangimentos nas infraestruturas aeroportuárias provocados pelo duplo sismo de 24 de junho.

A ausência de ligações aéreas frequentes entre Caracas e o Funchal continua, contudo, a ser uma das principais reivindicações da comunidade portuguesa residente na Venezuela, que se estima ser constituída em mais de 80% por pessoas oriundas da Madeira.

Manuel Castro Almeida iniciou no domingo, 1 de novembro, uma visita oficial de três dias à Venezuela, com o objetivo de reforçar as relações políticas e económicas bilaterais. A comitiva portuguesa integra ainda o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e a presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Ana Casaca.

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