Problemas no aeroporto de Lisboa “estão ultrapassados”, garante Manuel Castro Almeida

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O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, garante que os constrangimentos registados recentemente no Aeroporto Humberto Delgado já estão resolvidos e afasta impactos negativos no desempenho do turismo em 2026. Em entrevista ao TNews, à margem da 46.ª edição da FITUR, o governante traçou um balanço positivo de 2025 e mostrou-se confiante quanto às perspectivas do setor.

Questionado sobre o desempenho do turismo em 2025 enquanto motor da economia, Manuel Castro Almeida sublinha que o setor voltou a destacar-se face ao crescimento económico global do país. “Em 2025 o turismo voltou a crescer acima do nosso PIB nacional, ou seja, o turismo continua a favorecer, a contribuir positivamente para o crescimento do PIB”, afirmou.

De acordo com o ministro, “Portugal teve em 2025 um crescimento do PIB a rondar os 2%, mas o turismo teve um crescimento superior a 5%”, independentemente do indicador analisado. “Sendo diferente conforme se considera o número de dormidas, o número de hóspedes ou os rendimentos, em qualquer dos casos é sempre acima dos 5%”, acrescentou.

Filas e tempo de espera no Aeroporto de Lisboa: “problema sério, mas ultrapassado”

Sobre as preocupações do setor quanto a um eventual abrandamento, nomeadamente devido ao aeroporto de Lisboa e ao aumento dos custos, o ministro distingue duas realidades. “A questão do aeroporto de Lisboa tem duas facetas. Uma é a dificuldade em receber tantos voos quanto nós quereríamos para continuar a fazer crescer o turismo ao ritmo que ele cresceu”, começou por explicar, lembrando que se trata de “um problema que esteve atrasado durante dezenas de anos”.

Segundo Manuel Castro Almeida, a situação estrutural está agora resolvida: “Finalmente está resolvida a localização do novo aeroporto de Lisboa e o processo está a decorrer tão depressa quanto pode decorrer. E, portanto, tão cedo quanto possível vamos ter um novo aeroporto na região de Lisboa”.

Já quanto às filas e tempos de espera no controlo de fronteiras, o governante foi perentório: “Foi um problema sério que durou alguns meses, mas que neste momento está ultrapassado”. E concretizou: “Nós tivemos tempos de espera de várias horas e agora contamos por minutos os tempos de espera para entrar no aeroporto, para fazer o controlo de fronteiras no aeroporto de Lisboa”.

Perspetivas positivas e aposta na diversificação

Questionado diretamente sobre as perspectivas para 2026, o ministro acredita serem positivas. Defendeu, contudo, que o crescimento deve ser mais equilibrado territorialmente. “O nosso turismo não pode ser apenas Lisboa, Porto e Praia”, afirmou, sublinhando o potencial de “todo o interior do país”.

Neste contexto, destacou o papel do Estado na promoção externa, mas também o contributo das empresas. “Os hotéis, os restaurantes, as empresas de animação turística têm o seu papel, que estão a cumprir com muita eficiência, como os resultados demonstram”, disse.

Sobre o impacto das tensões geopolíticas, Manuel Castro Almeida reconhece os riscos, mas aponta a necessidade de reforçar a promoção do destino. “O turismo dá-se mal com ambientes de incerteza, de intranquilidade, de insegurança”, afirmou, acrescentando que este contexto “obriga a ser mais diligentes” na promoção da marca Portugal.

Relativamente ao aumento dos custos, o ministro rejeita que Portugal esteja a perder competitividade. “Os custos em Portugal não são altos”, defendeu, explicando que o país tem vindo a crescer “muito na qualidade da oferta”. “Não é caro, é apenas de melhor qualidade”, concluiu.

Para garantir que o turismo continua a gerar valor económico, Manuel Castro Almeida aponta como prioridade a diversificação dos destinos. “O que nós temos é que dar um impulso nos agentes turísticos do interior do país, sobretudo para promover destinos que hoje estão pouco divulgados”, afirmou, reforçando que os destinos tradicionais já demonstraram capacidade para continuar a investir e crescer.

Portugal marca presença na FITUR até 25 de janeiro, em Madrid, através do Turismo de Portugal, com uma delegação de 118 empresas, as sete Agências Regionais de Promoção Turística e um novo stand que reforça a visibilidade do destino naquele que é o principal certame turístico de Espanha e um dos mais relevantes a nível mundial.

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