Terça-feira, Outubro 4, 2022
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“Quiet Quitting”: Quatro sinais de “demissão passiva” no trabalho e três soluções para combatê-la

Durante os últimos 30 dias, os dados do Google Trends ilustraram um aumento mundial de 25% na pesquisa do termo “Quiet Quitting” (ou “demissão passiva” em português). O termo refere-se aos funcionários que “não fazem mais do que aquilo para que lhe pagam”, sem assumir tarefas ou responsabilidades que não são inerentes à sua função de trabalho. Daisy Taylor, uma especialista em recursos humanos, da Absolute Digital Media, identificou quatro sinais de “Quiet Quitting” no local de trabalho e encontrou três soluções para mitigar este fenómeno.

Um profissional com um nível mínimo de desempenho, que já não tem a motivação para destacar-se nos alvos/KPIs e que se contenta apenas em atingir os objetivos mínimos necessários, é um dos quatro sinais de que está a acontecer uma “demissão passiva” no seu local de trabalho.

Isolar-se dos colegas e desligar-se socialmente do resto da equipa é outro dos sinais, assim como o desinteresse nas reuniões de equipa. Se o profissional não falar nas reuniões ou partilhar os seus pontos de vistas pode ser um indicador de “Quiet Quitting”.

Por fim, um grande indicador desta tendência, segundo Daisy Taylor, é quando os colegas de trabalho dos funcionários que estão em “demissão passiva” têm um aumento da sua carga de trabalho porque têm de fazer o trabalho acumulado dos seus colegas.

As três principais dicas de Daisy Taylor para combater o “Quiet Quitting” no local de trabalho

A primeira dica para combater este fenómeno é o reconhecimento e valorização dos funcionários. Os trabalhadores que estão a “desistir de forma passiva” sentem-se frequentemente subvalorizados nas suas funções se o seu trabalho não for valorizado ou reconhecido, o que significa que estes funcionários não sentem que devem desempenhar ainda mais funções além do seu trabalho habitual. O reconhecimento dos empregados é realmente importante para ajudar a combater o “Quiet Quitting” no local de trabalho e pode ser tão simples como uma mensagem/email a felicitar o trabalhador por um projeto em que se tenham distinguido.

Mostrar aos seus empregados que os apoia e que se preocupa com o seu bem-estar já é um grande passo, de acordo com a especialista. O trabalhador que entra num despedimento passivo é frequentemente enquadrado como alguém que protege a sua saúde mental, pelo que, como empregador, é primordial nos dias de hoje mostrar que está a implementar medidas práticas para proteger o bem-estar da sua equipa.

O “Quiet Quitting” permite aos funcionários estabelecer limites aos empregadores que excedem o tempo pessoal fora do horário de trabalho. Antes que os empregados sintam a necessidade de dar o passo extremo de uma desistência passiva, é importante enquanto empregador reforçar esses limites. Segundo Daisy Taylor, deve relembrar os trabalhadores que responder a chamadas telefónicas/emails após o horário de trabalho é opcional; e deve pôr em prática um sistema para que se saiba que e-mails são urgentes em comparação com os e-mails que podem esperar até ao dia seguinte ou após o fim-de-semana.

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