Com o ano a chegar ao fim, é tempo de olhar para trás e identificar os sinais que marcaram 2025.
No âmbito da rubrica Radar TNews: O que marcou o ano, o TNews convidou profissionais do setor do turismo a partilhar a sua leitura sobre os acontecimentos mais relevantes, os sinais positivos e os alertas que merecem atenção no futuro.
Ao longo das próximas semanas, publicamos as perspectivas individuais dos nossos entrevistados.
Pedro Quintela | Diretor Geral de Vendas da Agência Abreu
O que entrou no seu radar em 2025?
Em 2025, o fenómeno que se consolidou no radar da Abreu foi o avanço da Inteligência Artificial Generativa em diversas dimensões, redefinindo a forma como se planeia, pesquisa e reserva uma viagem. Isto reforça a aceleração na nossa própria agenda de transformação digital e na forma como as nossas plataformas e atendimento interagem com parceiros e clientes. A consultoria e o suporte em tempo real, suportados por IA, tornaram-se o novo padrão de excelência, elevando a fasquia para a qualificação do agente de viagens.
Que sinal positivo destacou no setor?
O sinal mais positivo foi a vigorosa diversificação da procura, ultrapassando a dependência de geografias tradicionais, dando lugar à confiança, tanto dos viajantes como dos destinos ou parceiros. O forte crescimento dos mercados de longo curso, aliado à resiliência do consumidor em valorizar experiências premium e de alto valor acrescentado, levando, inclusive, a antecipar o período de reservas, foi inspirador.
Que alerta ou tendência emergente devemos observar em 2026?
Para 2026, o grande alerta reside na interseção entre a escassez de talento especializado e a pressão regulatória. À medida que a tecnologia se torna fundamental para a diferenciação competitiva, a falta de profissionais com o perfil híbrido – que conjuguem a experiência de viagens com a fluência tecnológica – pode travar a inovação. Paralelamente, a Sustentabilidade evoluirá de um conceito de marketing para uma métrica de compliance, exigindo investimentos em reporting transparente e na otimização da pegada de carbono em toda a cadeia de valor. O mercado exigirá transparência, e as empresas que não se anteciparem a esta regulamentação ficarão expostas.
Em termos de tendência – já se verifica, mas tende a estabelecer-se – destacaria a personalização de itinerários moldados ao viajante, em tempo real.




