A Melair, representante da Royal Caribbean International em Portugal, apresentou esta quinta-feira, 15 de janeiro, em Lisboa, as principais novidades da companhia para 2026, num cocktail que reuniu cerca de 120 agentes de viagens. A iniciativa teve lugar no dia anterior no Porto, com o mesmo objetivo: reforçar o posicionamento da Royal Caribbean como referência nas férias em família.
Em declarações ao TNews, Francisco Teixeira, CEO da Melair, explicou que o propósito do evento passou por “mostrar que a Royal Caribbean acredita que tem as melhores férias em família”, assentes numa combinação entre navios de nova geração, vida a bordo e destinos privados.
“Pegando na classe Icon, que já tem dois navios a navegar – o Icon of the Seas e o Star of the Seas – e agora com o Legend of the Seas, que é lançado este ano e vai ter partidas de Barcelona, estamos a falar de um produto muito formatado para famílias”, afirmou.
Segundo o responsável, a classe Icon representa uma mudança estrutural face às gerações anteriores. “Para ter uma ideia, a classe Oasis tem cerca de 600 terceiras e quartas camas. A classe Icon tem quase duas mil. Isto mostra claramente o foco nas famílias.”
Um navio pensado para famílias… e para quem não viaja com crianças
Francisco Teixeira destacou ainda o conceito de bairros a bordo como um dos grandes diferenciais. “A classe Icon dedica um dos bairros, na parte de trás do navio, só para famílias, com restauração para adultos e crianças e piscinas mais pequenas. Nota-se que nas outras áreas não há tanta criança a circular, o que cria um equilíbrio muito interessante.”
A par disso, sublinhou a diversidade da oferta incluída no preço. “Na gastronomia temos mais de 10 locais incluídos. No entretenimento temos Broadway, acrobacias aquáticas, patinagem no gelo. E nas atividades, desde áreas para crianças até escorregas e experiências aquáticas. É um produto que só mesmo vendo.”
Caraíbas como mercado-chave e aposta nos destinos privados
Em termos de mercados, o CEO da Melair reconhece que a aceitação da classe Icon tem sido particularmente forte nas Caraíbas. “Na minha opinião, a oferta da classe Icon adequa-se muito melhor às Caraíbas, porque é festa, é praia. O Mediterrâneo é mais cultural.”
Ainda assim, o Legend of the Seas, que estreia este ano com partidas de Barcelona, surge como uma oportunidade relevante. “Existe ainda um gap de conhecimento no mercado. Pouca gente sabe que o Legend of the Seas é um navio da classe Icon.”
Outro dos grandes pilares estratégicos passa pelos destinos privados da Royal Caribbean. “A vida a bordo, juntamente com os destinos privados, forma aquilo que nós consideramos as melhores férias em família”, afirmou Francisco Teixeira, referindo que há ainda vários projetos por inaugurar nos próximos anos.
Ferramentas digitais e apoio aos agentes em foco para 2026
O reforço do apoio aos agentes de viagens é um dos temas centrais para este ano. “Em 2026, o que nós queremos é criar mais ferramentas para os agentes de viagens”, avançou. Entre as novidades previstas está o lançamento de uma nova plataforma dedicada ao trade. “Estamos a lançar um site para os agentes de viagens, uma ferramenta mais facilitada para reservarem. Esse é claramente um dos nossos objetivos para 2026.”
Francisco Teixeira sublinhou que 2025 foi um ano “normal” para a marca. “A Royal Caribbean continua a ter o mesmo número de navios na Europa. Os nossos objetivos não são de grande crescimento aqui. Estamos focados em crescer nas Caraíbas e aí temos conseguido subir”. Já a Celebrity registou “um ano excelente”, impulsionado por destinos como Japão, ilhas gregas, Alasca e Ásia.
“Em termos de vendas para 2026, já temos cerca de 50% feito ao nível de individuais. As expectativas são consolidar a temporada passada.”
Infraestruturas e contexto geopolítico entre os desafios
Questionado sobre os principais desafios para o setor dos cruzeiros, Francisco Teixeira foi direto: “A maior preocupação é que as guerras não ultrapassem os níveis em que estão hoje. Uma guerra afeta tudo, desde o fluxo aéreo ao turismo em geral.”
O responsável voltou também a apontar os constrangimentos do Aeroporto de Lisboa como um fator limitador. “Se houvesse maior capacidade, haveria mais inventário e mais competitividade no preço. Isso beneficiava diretamente os pacotes que juntam avião e cruzeiro.”
Durante o evento, Ana Pereira, diretora de Marketing e Comunicação da Melair, apresentou a classe Icon e os investimentos da Royal Caribbean em destinos privados. Além do Icon of the Seas e do Star of the Seas, destacou o Legend of the Seas, que inicia a temporada em julho com partidas de Barcelona, bem como os dois novos navios já em comercialização para 2027 e 2028.
A responsável salientou ainda o bairro Surfside, “o primeiro bairro totalmente dedicado às famílias”, e o maior parque aquático alguma vez construído num navio da Royal Caribbean.
No capítulo dos destinos privados, foram apresentadas as várias aberturas já realizadas e previstas, entre elas o Perfect Day at CocoCay, o Paradise Beach Club, o Royal Beach Club Cozumel, o Royal Beach Club Santorini e o futuro Perfect Day Mexico, que promete ser “o maior projeto do género, com dimensão equivalente a cerca de 100 campos de futebol”.
“O objetivo é garantir que o passageiro tem em terra a mesma qualidade de serviço que encontra a bordo”, concluiu.




