Ryanair culpa TAP por ter de cancelar 19 rotas em Lisboa neste verão

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A Ryanair, anunciou esta terça-feira, dia 8 de março, em comunicado de imprensa, que foi forçada a reduzir o número de aeronaves baseadas em Lisboa, de sete para quatro, para o verão de 2022, provocando o cancelamento de 5000 voos, 900.000 passageiros e de 19 rotas de Lisboa para o verão. Esta ação deve-se “ao facto da TAP continuar a bloquear slots no aeroporto de Lisboa”, que, de acordo com a Ryanair, “não pode nem irá utilizar neste verão”.

“Estes cancelamentos acontecem após inúmeras tentativas, por parte da Ryanair, em solicitar ao Governo português que intervisse na libertação dos slots inutilizados pela TAP no verão. Enquanto a Ryanair continua a contribuir para o crescimento e investimento em Portugal, a TAP recebeu 3 mil milhões de euros em auxílios estatais, reduziu a sua frota em 20%, terminou com milhares de postos de trabalho e ainda libertou apenas menos de 5% dos seus slots em Lisboa, bloqueando assim o crescimento de outras companhias aéreas”, escreve a Ryanair no comunicado.

A companhia aérea afirma ainda que “impedir concorrentes como a Ryanair de utilizar estes slots não utilizados, tem um impacto negativo na economia de Lisboa, com 5.000 voos cancelados (mais de 950.000 lugares a menos), menos 3 aeronaves (um investimento de 300 milhões de dólares), a perda de 150 empregos bem pagos na área da aviação e mais de 250 milhões de euros em receitas turísticas perdidas para Lisboa este Verão”.

A Ryanair confirma esta terça-feira que as 3 aeronaves e as 19 rotas perdidas irão regressar a Lisboa em outubro de 2022, para a programação de inverno da Ryanair, uma vez que possui slots suficientes no inverno para estes voos.

“Lamentamos este incoveniente desnecessário para todos os passageiros destes voos cancelados e a perda de 19 rotas devido ao bloqueio de slots não utilizados pela TAP no Verão de 202, em Lisboa. Este bloqueio anticoncorrencial de slots impede o crescimento e atrasa a recuperação do tráfego, turismo e empregos em Lisboa”, afirma Michael O’Leary, CEO do Grupo Ryanair.

“Os nossos últimos esforços para pedir ajuda ao Primeiro Ministro António Costa resultaram num total de 0 respostas. A perda destas 19 rotas e 5000 voos este verão irá impactar a recuperação pós-covid em Lisboa, pelo que a cidade irá ficar para trás, comparativamente a outras capitais europeias. A Ryanair continua empenhada em devolver estas três aeronaves e 19 rotas para Lisboa, em outubro, para a sua programação de inverno, ao mesmo tempo que retoma o crescimento do tráfego, turismo e empregos em Lisboa”, conclui o CEO.

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