SATA Air Açores e IPMA criam grupo para reduzir impacto meteorológico

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A SATA Air Açores e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) criaram um grupo de trabalho para avaliar soluções para reduzir o impacto das condições meteorológicas na operação aérea interilhas. A partir de dezembro, o IPMA passará a emitir o TAF (Terminal Aerodrome Forecast) para o Aeródromo do Pico, o que até ao momento não ocorria.

Em comunicado, o grupo SATA informa que a disponibilização de um TAF — uma previsão meteorológica aeronáutica específica para um aeroporto, utilizada pelas companhias aéreas no planeamento e despacho dos voos — para o Pico constitui “uma medida de elevado valor operacional para a Região Autónoma dos Açores”, ao permitir que este aeródromo possa ser considerado como aeroporto alternante, em situações de degradação das condições meteorológicas noutros aeroportos da rede regional.

A implementação deste novo serviço reforça a informação meteorológica disponibilizada à aviação, constituindo uma “ferramenta essencial para o planeamento e despacho dos voos, permitindo decisões operacionais mais sustentadas e maior previsibilidade em contexto aeronáutico”.

Esta possibilidade é “particularmente importante” na operação interilhas, realizada com aeronaves de autonomia mais limitada face a aviões de médio curso, como por exemplo, o Airbus A320, o que torna “essencial” a existência de alternativas regionais próximas e operacionalmente viáveis.

O Aeródromo do Pico apresenta ainda características que podem reforçar o seu papel na rede regional em determinados cenários meteorológicos, designadamente por dispor de sistema de aproximação por instrumentos ILS e por nem sempre ser afetado pelos mesmos fenómenos meteorológicos que condicionam outros aeroportos do arquipélago.

A iniciativa surgiu na sequência dos recentes episódios de nevoeiro intenso e persistente que afetaram vários aeroportos dos Açores, condicionaram a operação aérea e evidenciaram os desafios próprios de uma região arquipelágica, marcada por condições meteorológicas muito variáveis.

Com esta medida, a SATA pretende “contribuir para uma maior previsibilidade da operação, melhorar a capacidade de planeamento dos voos e reduzir cancelamentos associados à indisponibilidade de informação meteorológica aeronáutica específica”.

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