Sábado, Junho 15, 2024
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SATA associa-se à iniciativa “Fly without Fins”, para salvar a vida de tubarões

As companhias aéreas SATA Azores Airlines, associaram-se, através da adesão ao movimento “Fly Without Fins” a um conjunto de organizações internacionais de conservação da vida marinha e defesa do bem-estar animal.

A “Fly without Fins” (ou voar sem barbatanas, em português) é uma iniciativa de proteção da vida animal que envolve diversas organizações não governamentais (ONG’s) que lutam pela conservação da vida animal e, como tal, pretendem prevenir a prática de atos de crueldade sobre os animais e combater a comercialização de barbatanas de tubarão e de outras partes de peixes cartilagíneos.

Da iniciativa “Fly without Fins” fazem parte associações como a Shark Guardian, a Sciaena, a Sea Shepherd, a Sharkproject, a MarViva, a Gallifrey Foundation, a Oceanic Preservation Society, a Shark Allies e a Sharks Education Institute.

Ao subscrever um compromisso com a iniciativa “Fly Without Fins”, as companhias do Grupo SATA (SATA Air Açores e Azores Airlines) assumem colaborar no esforço de proteção da vida animal ao adotarem, voluntariamente, medidas operacionais concretas. Para concretizar o apoio às associações envolvidas nesta luta, as companhias aéreas SATA (SATA Air Açores e Azores Airlines) introduziram a proibição de transporte de barbatanas de tubarão ou de outras partes de peixes cartilagíneos, em todos os voos operados pela SATA Air Açores e pela Azores Airlines.

Embora o “finning” (prática que consiste em cortar as barbatanas de tubarões e raias, descartando os corpos dos animais, ainda vivos e mutilados, nos oceanos) não seja uma prática identificada no Arquipélago dos Açores (o destino mais operado pelas companhias aéreas SATA Azores Airlines), nem as companhias aéreas SATA tenham sido confrontadas com este tema, até à data, de acordo com comunicado de imprensa da SATA, acredita-se que a proibição de transporte de barbatanas de tubarão em todos os voos operados pelas companhias aéreas SATA Azores Airlines pode ajudar a reforçar a mensagem global em defesa da salvaguarda da vida marinha, e contribuir para os esforços que têm sido encetados a nível internacional, designadamente, por associações como a Shark Guardian.

Luís Rodrigues, presidente do grupo SATA, considera que o compromisso agora assumido representa mais um passo na concretização de uma política corporativa que se quer atenta às questões ambientais e comprometida com o futuro sustentável de todos e do planeta. “Embora os Açores sejam um destino sustentável internacionalmente reconhecido, em que existe responsabilidade e consciência no que respeita à pesca sustentável e preservação dos mares, as nossas companhias aéreas voam para destinos variados e queremos dar o nosso contributo no esforço coletivo que tem vindo a ser desenvolvido pela Organização Shark Gardian que, em conjunto com outras organizações, visa dissuadir de uma prática cruel, que é uma ameaça à espécie e que não contribui para o equilíbrio dos diferentes habitats naturais”.

Alex Hofford, um porta-voz da iniciativa “Fly without Fins” referiu estar grato pela entrada do grupo SATA neste importante movimento em defesa da conservação da vida dos tubarões a nível global. “Os tubarões são predadores essenciais para a manutenção do ecossistema marinho. No entanto, a comercialização de barbatanas de tubarão, levou à pesca intensiva de tubarões e fez com um terço das espécies estejam hoje em perigo de extinção. Se quisermos contrariar a tendência antes que seja tarde demais, temos de agir agora. E é por isso que estamos a fazer um apelo ao compromisso e colaboração dos responsáveis por companhias como o grupo SATA, para nos ajudarem a parar com este perigoso jogo a que estamos a assistir, e que coloca a sustentabilidade do ecossistema marinho em perigo”, afirmou.

“Encorajamos as companhias aéreas a implementarem medidas que proíbam o transporte de barbatanas de tubarão, especialmente as barbatanas de tubarão azul e tubarão mako do Atlântico, uma vez que se encontram por entre as espécies mais transacionadas”, reforçou Alex Hofford.

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