Sexta-feira, Junho 14, 2024
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Semana de 4 dias: “Temos todos que estar contra este projeto nesta altura”

O presidente da CTP demonstrou-se contra a adoção da semana de trabalho de quatro dia, durante o 33º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, que decorre em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI. “Na altura em que estamos, em plenos emprego, em que se assinou o acordo para o crescimento de rendimentos, a primeira coisa que fazemos é passar para menos 20% de trabalho, não faz qualquer sentido”, defendeu Francisco Calheiros esta quinta-feira.

“O Conselho Permanente da Concertação Social foi inteiramente dedicado à semana dos quatro dias. Já sei que me vão dizer que é facultativo, é uma experiência piloto, mas já sabemos como é que estas experiências normalmente acabam. Temos todos que estar contra este projeto nesta altura. A falta de oportunidade da semana de quatro dias é total. Se se tivessem lembrado disto na última crise do ‘subprime’, quando atingimos 17% de desemprego, poderia fazer sentido”, argumentou o responsável da Confederação, sublinhando que, nesta altura, a adoção do modelo de trabalho com uma semana de quatro dias “não faz qualquer sentido”.

Francisco Calheiros aponta que o tema do 33º Congresso da AHP, “Winds of Change”, não podia ser mais oportuno, notando que a pandemia, a guerra na Ucrânia, a espiral inflacionista e o aumento das taxas de juro provocaram uma mudança no setor e que, atualmente, “a única certeza que temos é a incerteza”.

Apesar do ano de 2022 ter sido “excelente” para o setor do turismo, o presidente indica que “não cobriu os prejuízos dos últimos dois anos”.

“O grande problema no nosso país, nos últimos anos, tem sido a falta de crescimento económico”, apontou, sublinhando a necessidade de colmatar este obstáculo. “Foi dado um primeiro passo com a assinatura do acordo de rendimentos e competitividade, no mês passado, e conseguiram-se pela primeira vez, em sede de concertação social, situações concretas muito importantes para a economia geral e para o turismo, mas sejamos realistas, temos de conseguir muito mais”, defendeu Francisco Calheiros, exemplificando com “o problema da capitalização das empresas”.

O novo aeroporto de Lisboa foi a última questão levantada pelo responsável. “Isto não é aceitável, é uma vergonha nacional e, de uma vez por todas, decidam”. Apesar de 2022 ter superado “o melhor ano turístico de sempre, que foi 2019”, Francisco Calheiros notou que o setor não pode melhorar “porque não há sítio para que os nossos visitantes turísticos nos possam visitar”.

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