Terça-feira, Maio 21, 2024
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SkyExpert analisa rota Porto-Faro da Ryanair este verão: “Voos triplicam e pode ser atingido um novo recorde”

Com a entrada em vigor do novo horário de verão a 26 de março, a rota da Ryanair Porto-Faro-Faro vai passar a três voos por dia, o triplo dos voos existentes até 25 de março.

A SkyExpert, empresa de consultoria especializada em transporte aéreo, aeroportos e turismo, analisou os dados estatísticos de 2019, o ano pré-pandemia, para esta rota. “O Porto, com 153 mil passageiros transportados de e para Faro e com uma taxa de ocupação de 91%, foi o 4º destino da Ryanair com mais passageiros à partida de Faro. Para o aeroporto do Porto, Faro foi, em 2019, o 8º destino da Ryanair com maior volume de passageiros”, constata a empresa.

Com o aumento de frequência em vigor a partir de domingo, a Ryanair terá perto de 600 lugares
disponíveis nesta rota todos os dias, afirma a SkyExpert, prevendo que “2023 possa marcar um novo recorde histórico”.

Lançada em outubro de 2019, a SkyExpert destaca que a rota permite que “o Porto e Faro fiquem à distância de um fim de semana ou de uma viagem de ida e volta de trabalho no mesmo dia”, com “muitos bilhetes à venda por menos de 20 euros”. A empresa lembra ainda que “durante os anos 90 e no início do século, TAP e Portugália limitaram-se a realizar alguns voos sazonais de verão às sextas-feiras”.

“Comparativamente a Espanha, a mobilidade aérea doméstica transversal em Portugal Continental (isto é, excluindo as rotas Lisboa-Porto e Lisboa-Faro), sofreu muito ao longo das últimas décadas e, contrariamente a Espanha, tal cenário não está associado a uma melhoria da ferrovia”, explica Pedro Castro, diretor da SkyExpert. “Se é verdade que em Espanha se reduziram bastante as ligações aéreas nos eixos operados por comboios de alta velocidade, como Madrid-Sevilha ou Madrid-Barcelona, o que aconteceu foi um aumento de variedade e de frequência nas ligações transversais”, continua.

A SkyExpert alerta para aquilo que considera ser uma “situação atípica de Portugal”: “Para bloquear slots à concorrência no aeroporto de Lisboa, o Governo obriga a TAP, empresa pública de transporte aéreo, a concorrer em preço, produto e frequência com a empresa pública de transporte ferroviário nos trajetos Lisboa-Porto e Lisboa-Faro num ato de canibalismo irresponsável dos fundos públicos. Sem esses voos, o aeroporto da Portela teria espaço para mais 28 aterragens e partidas por dia para destinos que realmente são necessários e que não podem ser alcançados de outra forma”, conclui Pedro Castro.

Ainda “nesta linha de falta de acessibilidade aérea e de continuidade territorial”, Pedro Castro, recorda que não existem voos diretos entre o Algarve e nenhuma das Ilhas e que este serão “será mais fácil para os madeirenses voarem do Funchal até Málaga nos voos diretos da Iberia do que viajar para Faro, por exemplo”.

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