Segunda-feira, Março 9, 2026
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Solférias cresce 22% em 2025 e entra em 2026 com reservas 14% acima do ano anterior

A Solférias encerrou 2025 com um crescimento de 22% em volume de negócios e de 17% em passageiros, num ano que o CEO, Nuno Mateus, classificou como “muito positivo”. À margem do roadshow anual da empresa, que decorreu no Porto e em Lisboa, o responsável revelou que, no início de 2026, as reservas seguem 14% acima do período homólogo, sublinhando, contudo, que apenas no final de abril será possível perceber se esse desempenho corresponde a crescimento efetivo ou a uma antecipação da procura.

O exercício de 2025 foi descrito como um ano de elevada intensidade operacional, com a maior exposição ao risco concentrada entre junho e setembro. “O junho foi um dos meses mais difíceis, mas depois todos os restantes foram extremamente positivos e o balanço foi muito, muito bom”, afirmou Nuno Mateus esta segunda-feira.

O crescimento verificou-se tanto em passageiros (17%) como em faturação (22%), diferença que o CEO atribui ao peso crescente das grandes viagens, de valor médio superior. “Crescemos 22% em relação ao ano anterior, que são números bastante elevados, e portanto foi muito positivo”, afirmou.

Um dos principais destaques foi a mudança no comportamento do consumidor português, com maior antecipação nas reservas. A programação começou a ser vendida em outubro e novembro de 2024, com a Black Friday a assumir um papel determinante. “A Black Friday foi realmente um momento extremamente positivo, dos mais importantes que nós tivemos ao longo do ano”, disse o CEO.

Segundo o responsável, esta antecipação obrigou a empresa a ter toda a programação preparada no final de setembro e início de outubro, alinhando-se com os mercados da Europa Central e do Norte. As políticas agressivas de revenue management das companhias aéreas e dos hotéis têm reforçado o incentivo à compra antecipada, devido às diferenças tarifárias significativas.

“Crescemos 22% em relação ao ano anterior, que são números bastante elevados, e portanto [2025] foi muito positivo”

Cabo Verde lidera, Egipto e Brasil em destaque

Cabo Verde manteve-se como o principal destino da operação da Solférias, com cerca de 37 mil passageiros transportados em 2025. O Egipto ocupou a segunda posição, seguido de Tunísia, Disneyland Paris e Brasil.

O CEO sublinhou a pressão crescente da procura em Cabo Verde, afirmando que o destino vive atualmente “em época alta desde o dia 1 de janeiro até o dia 31 de dezembro”, o que torna cada vez mais difícil a reserva de última hora. O aumento da presença de outros mercados e o crescimento do alojamento local contribuem para este cenário.

O Egipto destacou-se como o segundo destino mais vendido, enquanto o Brasil evidenciou uma recuperação expressiva, com as vendas praticamente duplicadas em 2025. “Há muito mais oferta, as tarifas (…) têm estado muito mais competitivas, e o Nordeste realmente é dominante no produto que nós vendemos para o Brasil”, afirmou Nuno Mateus. São Tomé manteve uma procura consistente, enquanto Senegal e Porto Santo registaram estabilidade.

“Cabo Verde está, neste momento, em época alta desde o dia 1 de janeiro até o dia 31 de dezembro.”

2025 foi também o ano em que a Solférias concluiu vários desenvolvimentos tecnológicos, permitindo automatizar processos e aumentar a capacidade de resposta às agências de viagens. A empresa regressou aos 60 colaboradores – o mesmo número de 2019 – mas com uma faturação mais do que duplicada face ao período pré-pandemia. “Voltámos a atingir os 60 colaboradores, com uma diferença: (…) mais que duplicámos a nossa faturação”, destacou o CEO.

2026: mais capacidade aérea, novo site e reforço no Egipto

Para 2026, a Solférias prevê manter cerca de 25 voos charter semanais nos períodos de maior procura.Egipto e Senegal continuam a ser operações 100% próprias, sendo as restantes partilhadas.

O principal reforço de capacidade será no Egipto, onde a oferta foi duplicada, incluindo seis voos exclusivos na época alta para Hurghada, El-Alamein (costa norte) e Sharm el-Sheikh, este último uma novidade na programação.

No segmento das grandes viagens, além do Brasil, destacam-se Maldivas, Médio Oriente (com escalas no Dubai e Qatar), Tailândia, Indonésia e Vietname. Segundo o CEO, quando reservados com antecedência, estes destinos apresentam preços competitivos e elevada “qualidade de serviço”.

Outro fator com impacto na procura é a abertura da nova área temática Frozen na Disneyland Paris. Apesar do aumento da capacidade dos parques, a oferta de alojamento não cresceu na mesma proporção, o que tem gerado maior pressão sobre as reservas. “O que nunca vendemos tanto também são as entradas”, referiu, explicando que muitos portugueses aproveitam estadias em Paris para visitar o parque.

“Só vamos ter noção a 30 de abril se é uma antecipação pura e dura ou se é um aumento da capacidade.”

Até ao final de 2026, a Solférias prevê ainda lançar um novo website, com funcionalidades adicionais, tirando partido da modernização do sistema interno.

À data do roadshow, as reservas para 2026 encontravam-se 14% acima do período homólogo. Contudo, Nuno Mateus alertou que apenas no final de abril será possível determinar se o desempenho resulta de crescimento efetivo da procura ou de antecipação das vendas. “Só vamos ter noção a 30 de abril se é uma antecipação pura e dura ou se é um aumento da capacidade”, afirmou.

O roadshow da Solférias decorreu no Porto e em Lisboa, reunindo cerca de 600 agentes de viagens em cada cidade, num total aproximado de 1.200 profissionais.

Na BTL, a Solférias marcará presença no Pavilhão 4, com um posicionamento orientado para o trade, mantendo campanhas comerciais durante a feira, que o CEO descreveu como “o momento mais importante” do ano comercial. Após o evento, a empresa prevê uma gestão mais seletiva da oferta em função das taxas de ocupação.

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