A TAP registou um agravamento do prejuízo para 108,2 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, mais 18,1 milhões de perdas face ao mesmo período de 2024, foi anunciado esta sexta-feira, 23 de maio.
Em comunicado, a TAP divulgou esta sexta-feira os seus resultados relativos aos três primeiros meses do ano. As receitas operacionais da companhia aérea caíram 4,5% para 823,4 milhões de euros, refletindo “os impactos dos eventos extraordinários”, nomeadamente a “redução das receitas do segmento de passagens, devido a uma estabilização da capacidade (-0,4%) e do aumento da concorrência nos principais mercados, pressionando a receita unitária”. As receitas de passagens aéreas diminuíram 40,6 milhões, menos 5,2% para 734,1 milhões de euros.
“A performance do primeiro trimestre de 2025 foi significativamente impactada pela greve dos pilotos da PGA, que se prolongou durante 20 dias. Adicionalmente, a comparabilidade dos resultados operacionais foi ainda afetada pela deslocação da Páscoa para o segundo trimestre em 2025, ao contrário de 2024, quando ocorreu no primeiro trimestre. Estima-se que, juntos, tenham tido um impacto financeiro nos resultados operacionais entre 30 e 40 milhões” de euros, refere a TAP em comunicado.
“A par disso, o aumento da concorrência nos principais mercados e as disrupções operacionais, como eventos meteorológicos adversos, greves e constrangimentos nos aeroportos e no espaço aéreo europeu, impactaram de forma significativa a performance financeira e operacional do trimestre. Ainda assim, gostaria de destacar o desempenho positivo da TAP no mercado norte-americano”, indica.
Luís Rodrigues, CEO da companhia de bandeira nacional, afirma que, “embora os desafios se mantenham, nomeadamente a pressão concorrencial, as disrupções operacionais e a incerteza macroeconómica, os progressos alcançados nos últimos anos sustentam uma TAP mais resiliente e preparada para o futuro”.
“Estamos focados na consolidação da sustentabilidade financeira e da eficiência operacional, preparando a companhia para a nova fase que se seguirá ao Plano de Reestruturação, com o compromisso de transformar a TAP numa empresa sustentadamente rentável e atrativa”, acrescenta o responsável.
As receitas de manutenção totalizaram 44,3 milhões, uma queda de 400 mil euros devido a “uma ligeira redução da atividade devido a constrangimentos na cadeia de fornecimento que afetaram os prazos de execução dos trabalhos, tendo sido compensada parcialmente por melhores condições comerciais”.
No primeiro trimestre, os custos operacionais aumentaram para 955 milhões de euros, mais 2%. Isto reflete “principalmente o aumento dos custos com pessoal (+19,0 milhões de euros ou +8,9%) no seguimento de aumentos salariais e de remunerações acordadas nos acordos coletivos de trabalho, e dos custos operacionais de tráfego (8,8 milhões de euros ou +4,7%), impactados por aumentos contratuais de preço”, sendo parcialmente compensados pela redução dos custos com combustível (-19,5 milhões ou -7,7%).
A companhia aérea registou ainda um resultado operacional (EBIT – resultado antes de juros e impostos) negativo em 131,6 milhões de euros até março, face a 74,3 milhões de euros negativos do período homólogo do ano passado. O EBIT recorrente foi negativo em 119,2 milhões (60,3 milhões de euros negativos nos primeiros três meses de 2024).
Já o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) passou de 43 milhões de euros para 9,5 milhões de euros negativos. Por sua vez, o EBITDA recorrente foi positivo em 2,9 milhões de euros, em relação aos 57 milhões de euros no primeiro trimestre do ano passado.
No período em análise, a TAP transportou 3,5 milhões de passageiros, o que significa um ligeiro decréscimo de 0,6% face aos três primeiros meses de 2024. A companhia aérea operou cerca de 27 mil voos, menos 0,5%.



