Segunda-feira, Março 9, 2026
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TAP lança nova rota Lisboa–Orlando a partir de outubro

A TAP Air Portugal vai inaugurar uma nova rota direta entre Lisboa e Orlando, na Florida, a partir de 29 de outubro de 2026, com três frequências semanais, às segundas, quartas e sextas. O anúncio foi feito pelo CEO da companhia, Luís Rodrigues, durante a apresentação do plano estratégico para 2026 na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market.

Segundo o CEO, além de existir “cada vez maiores comunidades portuguesas e brasileiras” naquele estado, a TAP não pode “esconder-se do maior mercado do mundo, que é os Estados Unidos”.

Luís Rodrigues considerou que é “saudável ver uma companhia como a TAP hoje, com o vigor e com o atrevimento de aumentar a sua operação” nesse mercado, defendendo que a diversificação geográfica contribui para uma melhor gestão do risco entre continentes.

A nova ligação para Orlando constitui a principal novidade apresentada na BTL, num conjunto de medidas que incluem também o reforço da operação no Brasil, no âmbito das comemorações dos 60 anos de voos regulares da companhia para aquele país em 2026. O CEO recordou que serão abertas duas novas rotas para o mercado brasileiro, para Curitiba, com início a 2 de julho de 2026, e São Luís do Maranhão, a partir de 26 de outubro de 2026.

Reforço no Norte e prudência face ao contexto de mercado

Outro dos eixos destacados por Luís Rodrigues foi o reforço da presença no Norte do país. As novas rotas a partir do Porto – para Praia, Telavive e Terceira – e a operação anual do Porto–Boston são, segundo o responsável, “o primeiro sinal” de uma nova abordagem estratégica à região.

“O país é mais do que Lisboa e há um enorme potencial de mercado a Norte. Temos que saber explorá-lo de forma sustentável”, afirmou, acrescentando que a instalação de uma base de manutenção no Porto “também demonstra isso”.

No plano doméstico, o CEO salientou ainda que a companhia irá atingir em 2026 “a maior operação de sempre em termos de lugares oferecidos para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira”, reforçando o que classificou como uma responsabilidade de coesão territorial.

Quanto ao desempenho financeiro, Luís Rodrigues adotou um tom cauteloso. Questionado sobre a possibilidade de manter resultados positivos após um terceiro trimestre favorável, respondeu que o contexto atual é de “enorme volatilidade dos mercados”.

“Começámos bem o ano. É isso que podemos dizer agora”, afirmou, acrescentando que a TAP irá “ajustar a capacidade à medida que os mercados se vão desenvolvendo”. Apesar de reconhecer que “os Estados Unidos estão sob pressão” e que o Brasil apresenta atualmente melhor desempenho, evitou antecipar cenários: “Não vamos construir expectativas sobre o que é que vai acontecer, vamos ajustar”.

Sobre o processo de privatização, confirmou que as reuniões com os interessados “aconteceram e correram muito bem”, mas escusou-se a adiantar pormenores. Relativamente ao prazo indicado pelo Governo, referiu apenas que a decisão foi tomada entre o Estado português e a Comissão Europeia, apontando a data de 30 de junho de 2026 como referência.

Confrontado com a existência de apenas uma proposta, considerou que esse cenário era expectável, dado o direito de preferência do atual acionista parceiro. “Apareceu uma, que era aquilo que estávamos à espera, e é completamente natural”, declarou.

Ainda no plano do produto, a TAP anunciou que, no verão de 2026, lançará uma nova cabina intermédia entre Classe Executiva e Classe Económica, disponível nos Airbus A330 e A321LR. A nova classe pretende reforçar a segmentação da oferta e melhorar a experiência do cliente nas rotas de médio e longo curso.

Durante a apresentação, a TAP anunciou igualmente novas parcerias com o Comité Olímpico de Portugal, o Comité Paralímpico e a Federação Portuguesa de Futebol. Luís Rodrigues enquadrou estas associações no propósito mais amplo da empresa.

“Temos empresas que têm um propósito maior do que a sua atividade”, afirmou, referindo que a TAP, ao transportar o nome do país na sua marca, deve estar associada “àqueles que são maiores do que nós e melhores do que nós, porque nos estimulam”.

O responsável sublinhou que a companhia continuará a assegurar o transporte das equipas e comitivas, considerando que estas parcerias reforçam o posicionamento da TAP ao lado de marcas e instituições de referência nacional.

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