Terça-feira, Dezembro 9, 2025
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Taxa de ocupação sobe para 81% no verão de 2024, com destaque para Algarve, Açores e Madeira

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A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) apresentou à imprensa os resultados do inquérito “Balanço Verão 2024” esta terça-feira, dia 22 de outubro. A época veranil terminou com uma taxa de ocupação global de 81%, com o preço médio a rondar os 173 euros e uma estada média de 3,1 dias. O Algarve e as regiões autónomas dos Açores e da Madeira estiveram em destaque com resultados acima da média nacional.

O inquérito a 343 empreendimentos associados da AHP decorreu de 1 a 14 de outubro e focou-se nos indicadores da taxa de ocupação, preço médio por quarto (ARR), estada média, proveitos totais e proveitos de aposento, eventos de Lisboa e Porto, principais mercados e canais de reserva, nos quatro meses do verão passado.

Tendo em conta que, em 2023, não foi efetuado um inquérito aos seus associados, a AHP comparou os resultados de 2024 com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao ano passado, não considerando os hotéis de uma e duas estrelas e os estabelecimentos de alojamento local com mais de 10 camas para aproximar as amostras, visto que a informação da associação corresponde maioritariamente a unidades hoteleiras de três a cinco estrelas.

Regiões autónomas e Algarve em destaque no verão de 2024

Em junho deste ano, registou-se uma taxa de ocupação de 77%, um preço médio de 162 euros e uma estada média de 2,9 dias. Comparativamente aos dados do INE referentes a 2023, verificou-se um aumento de 3% na taxa de ocupação e de 13% no ARR.

“O mês de junho, como já era esperado, teve uma performance melhor do que junho de 2023”, analisou Cristina Siza Vieira, VP executiva da AHP, durante a apresentação. Os “campeões da taxa de ocupação” foram as regiões autónomas da Madeira (90%) e dos Açores (87%), com resultados “muito acima” da média nacional. A nível do ARR, a região da Grande Lisboa destacou-se com 194 euros, seguindo-se o Algarve, com 190 euros.

“Relativamente ainda à estada média, também a região autónoma da Madeira teve claramente uma estada bastante mais longa”, salientou Cristina Siza Vieira, referindo que o indicador no arquipélago contabilizou uma média de 5,3 dias. Também o Algarve ultrapassou os 4 dias de estada média, com 4,3, no mês de junho.

No mês de julho, a taxa de ocupação subiu um ponto percentual para 78%, o ARR aumentou 9% para 174 euros, e a estada média cresceu 0,3% para 3,1 dias. As regiões autónomas voltam a registar os valores mais elevados, com uma “excelente taxa de ocupação” nos Açores (91%) e na Madeira (90%), seguindo-se a região do Algarve (85%).

Quanto ao preço médio por quarto, o Algarve esteve em “franco destaque”, com um ARR de 240 euros na hotelaria de três a cinco estrelas, seguido pelo Alentejo (204 euros) e pela Grande Lisboa (189 euros). A estada média foi superior à média nacional na Madeira (5,3), Algarve (5,1) e Açores (3,4).

Agosto continuou a ser “o mês campeão das vendas”. Face aos dados do INE referentes ao período homólogo de 2023, registou-se um “crescimento modesto” de um ponto percentual na taxa de ocupação para 85%, uma subida no ARR de 7% para 183 euros e uma estada média de 3,2 dias.

“Todos os destinos, com a exceção do Centro, estiveram acima dos 80% de taxa de ocupação no mês de agosto”, começou por destacar a VP executiva da AHP. Este indicador registou os resultados mais elevados nos Açores (91%), no Algarve (92%) e na Madeira (91%). O preço médio mais alto foi novamente o da região do Algarve, com 282 euros, seguindo-se o Alentejo (224 euros) e os Açores (199 euros). Por sua vez, a estada média ultrapassou a média nacional na Madeira (5,4), Algarve (5,3) e Açores (3,3).

O mês de setembro obteve “uma boa performance e uma boa surpresa”. A taxa de ocupação foi igual à registada no mesmo mês de 2023, mantendo-se nos 84%. Já o ARR teve “o maior salto dos meses de verão”, com um aumento de 15% para 171 euros, juntamente com uma estada média de 2,9 dias.

A região autónoma dos Açores e da Madeira destacaram-se com a taxa de ocupação mais elevada de setembro, tendo ambas registado 92%. Seguiu-se a Grande Lisboa (90%) e o Algarve (86%). Neste período, foi a região da Grande Lisboa que obteve o preço médio mais alto, com 205 euros, seguida pelo Algarve, com 197 euros. Mais uma vez, a estada média foi superior à média nacional na Madeira (5,3), no Algarve (4,4) e nos Açores (3,3).

Quando inquiridos sobre como se compara a segunda quinzena de setembro à primeira, metade dos inquiridos afirma que registou uma taxa de ocupação e um preço médio melhor ou muito melhor. De acordo com a AHP, isto deve-se ao facto da realização de muitos eventos durante a segunda quinzena de setembro, particularmente em Lisboa e no Porto. Um exemplo é o SBS Summit, que decorreu de 24 a 26 desse mês, na FIL, e que contou com cerca de 25 mil visitantes, contribuindo para a taxa de ocupação significativa de 90% na hotelaria da Grande Lisboa em setembro.

Quanto ao acumulado do verão de 2024, a taxa de ocupação cresceu um ponto percentual para 81%, o ARR totalizou 173 euros e a estada média foi de 3,1 dias. As regiões autónomas da Madeira e dos Açores obtiveram a taxa de ocupação mais elevada, ambas com 91%. O ARR e a estada média mantiveram-se acima da média nacional nos quatro meses analisados nos Açores, com 175 euros e 3,4 dias, respetivamente. Já a Madeira registou a estada média mais elevada do acumulado do ano, com 5,4 dias. O Algarve esteve sempre acima da média nacional dos três indicadores, com uma taxa de ocupação de 85%, um ARR de 227 euros e uma estada média de 4,8 dias.

“É de sublinhar que os voos tiveram aqui uma importância fundamental. No caso da Madeira, mais um voo semanal de Toronto, mais um voo semanal de Boston, sete ligações semanais via Ponta Delgada, com origem em Toronto e Boston, e foi retomada a ligação Canárias-Madeira”, sublinha Cristina Siza Vieira. “Os voos dos Açores também [foram importantes], com mais um voo por semana entre Faro e Ponta Delgada, mais um voo por semana entre Milão e Ponta Delgada, e retomados dois voos semanais Londres-Ponta Delgada”.

Principais mercados e canais de reserva

Os associados da AHP, que representam estabelecimentos hoteleiros de três a cinco estrelas, destacaram Portugal como o principal mercado no verão de 2024, referido por 73% dos inquiridos. O Reino Unido (53%) e os Estados Unidos (51%) completaram a lista dos três principais emissores.

A seguir a Espanha (44%) e Alemanha (25%), França desceu para a sexta posição dos principais mercados, referida por apenas 19% dos inquiridos, o que, de acordo com a análise da AHP, indica “a queda do mercado francês”. “Já no verão de 2023, a França estava no quinto mercado de hóspedes e no quinto mercado de dormidas”, analisa a responsável da AHP. “França teve menos 3,1% de hóspedes do acumulado de janeiro a agosto de 2023, e uma queda nas dormidas de 2,8%”.

Quanto à distribuição por NUTS, a região do Norte afirmou que Portugal, Espanha e Reino Unido são os três principais mercados. No Centro, foram destacados Portugal, Espanha e França, enquanto a região do Oeste e Vale do Tejo referiu Portugal, Espanha e Estados Unidos.

A Grande Lisboa teve como principais mercados os Estados Unidos, Reino Unido e Portugal. Já na Península de Setúbal distinguiram-se Portugal, Espanha e França e, no Alentejo, Portugal, Espanha e Estados Unidos.

Por sua vez, os principais mercados no Algarve foram o Reino Unido, Portugal e Irlanda, enquanto na região autónoma dos Açores foram Portugal, Estados Unidos e Alemanha e, no arquipélago da Madeira, Alemanha, Reino Unido e Portugal.

O balanço de verão da AHP revelou ainda os canais de reserva mais utilizados, de acordo com os seus associados hoteleiros. O Booking ocupou a primeira posição, com 96%, seguido pelo website próprio (78%). Foram também referidas as agências de viagens (44%), a Expedia (40%) e o e-mail direto (25%). Já a Airbnb alcançou apenas um valor percentual.

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