The Cloud One Lisboa regista 85% de ocupação e tarifas médias chegam aos 200 euros

-PUB-spot_img

Aberto ao público desde maio, o The Cloud One Lisboa registou uma taxa de ocupação de 85% em setembro e deverá manter o mesmo nível em outubro, com a receita média por quarto a atingir os 195 a 200 euros, avançou Flávio Granja Coelho, diretor-geral da unidade hoteleira, em declarações ao TNews à margem do evento de inauguração oficial do hotel, que decorreu esta quinta-feira.

Inaugurada oficialmente esta quinta-feira, a unidade entrou em operação em maio, nas Avenidas Novas, junto à Fundação Calouste Gulbenkian, assinalando a estreia da marca lifestyle The Cloud One Hotels em Portugal e a entrada do grupo alemão Motel One no seu 14.º mercado.

“Em maio [a ocupação] esteve muito tranquila. Em junho já começou a subir bastante. Setembro e outubro têm sido meses incríveis”, afirmou Flávio Granja Coelho, acrescentando que, apesar de a cidade ter estado “relativamente tranquila” em julho e agosto, o hotel conseguiu captar “um mercado de lazer muito interessante”.

Durante estes meses de verão, a taxa de ocupação situou-se entre os 65% e os 70%, com uma receita média por quarto “um bocadinho mais baixa”, entre os 119 e os 129 euros. Já em setembro e outubro, o hotel passou a trabalhar com valores médios entre os 195 e os 200 euros, adiantou o diretor-geral.

Para os meses de novembro e dezembro, bem como janeiro e fevereiro, tradicionalmente “mais tranquilos”, o responsável antecipa tarifas médias entre os 109 e os 119 euros. “Uma ocupação ideal seria sempre uns 80 a 90% de estabilidade”, acrescentou.

Localizado na Rua Dr. Nicolau de Bettencourt, o The Cloud One Lisboa resulta da reabilitação de um edifício e dispõe de 88 quartos, distribuídos por cinco tipologias, incluindo suites e unidades com terraços privativos. O hotel integra um restaurante dedicado à cozinha portuguesa contemporânea, um rooftop bar no quinto piso e uma piscina interior aquecida.

O design da unidade inspira-se na identidade lisboeta, com elementos como azulejos portugueses feitos à mão, materiais naturais e referências tropicais. “O conceito é muito descontraído e bem pensado, e dá um retorno de investimento ao investidor muito interessante”, indicou Flávio Granja Coelho.

“Como temos uma orientação horizontal, permite-nos ter espaços comuns bastante amplos e com muita luz. As pessoas gostam muito do rooftop porque tem uma vista simpática sobre o parque Gulbenkian”, disse.

Entre os principais mercados emissores, o alemão destaca-se, numa procura que o responsável atribui à origem da marca. “Somos uma marca alemã e, por isso, o mercado alemão é muitíssimo forte”, explicou.

O hotel tem também registado procura do mercado norte-americano, que, segundo Flávio Granja Coelho, “está a escolher Lisboa como um destino preferencial”. A estes juntam-se os mercados do Médio Oriente e do Brasil, este último a registar uma tendência de crescimento. “O mercado português continua a ser um mercado bastante interessante”, acrescentou.

O segmento de lazer assume o maior peso na atividade da unidade, que se posiciona como um hotel urbano orientado para este tipo de procura. Embora também trabalhe com grupos e clientes corporate, a prioridade está no lazer. “O hotel funciona muito bem e é muito equilibrado, o que faz com que consigamos trabalhar vários mercados ao mesmo tempo”, afirmou o diretor-geral.

A sazonalidade do destino Lisboa continua a ser um dos desafios para a operação. “Mas, como temos uma força estratégica de revenue, estamos todos os dias a procurar verificar o mercado. A inteligência artificial e as plataformas têm-nos ajudado bastante a fazer essa análise. Estamos sempre um bocadinho à frente da concorrência”, sublinhou Flávio Granja Coelho.

O responsável acrescentou que a monitorização permite ajustar a estratégia de preços em função da evolução da procura. “Sempre que sentimos que o mercado está a arrefecer ou a aquecer, reagimos automaticamente, no próprio dia. Isto faz com que consigamos ir adaptando a ocupação e a receita média, o que [produz] resultados muito estáveis”, explicou.

A expansão do grupo alemão no país já está em curso. Stefan Lenze, co-CEO do Motel One, revelou, em entrevista ao TNews, que o grupo assinou um contrato de arrendamento para um novo hotel no Porto e está em conversações sobre diferentes propriedades em Lisboa.

“Acredito que, quer com a marca The Cloud One, quer com o grupo Motel One, vamos conseguir diversificar bastante em Portugal, não só em Lisboa”, conclui Flávio Granja Coelho.

DEIXE A SUA OPINIÃO

Por favor insira o seu comentário!
Por favor, insira o seu nome aqui

-PUB-spot_img