Os trabalhadores dos museus e monumentos nacionais vão estar em greve esta sexta-feira, feriado de 15 de agosto, anunciou a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).
Ao longo do ano, as greves em dias de feriados têm encerrado vários museus e monumentos pelo país, incluindo alguns dos mais visitados em Portugal. Esta sexta-feira, os trabalhadores vão regressar à greve, uma vez que “ainda não foi apresentada qualquer proposta para alterar a situação, por parte do Governo”, informa a federação em comunicado.
Conforme indica a estrutura sindical, foi realizada uma reunião a 15 de julho com a nova ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e com o conselho de administração da empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP), “não tendo sido dada qualquer resposta às reivindicações apresentadas, mantendo-se o atual valor a pagar pelo trabalho em dia feriado aos trabalhadores dos museus, monumentos e sítios arqueológicos”.
Os trabalhadores reivindicam a “justa compensação” do trabalho prestado em dias de feriados e também do trabalho suplementar, que consideram ser insuficientemente pago, e só até duas horas suplementares, embora por vezes tenham de trabalhar mais do que esse tempo no total.
“É a troco de uma compensação irrisória que em nada reflete a exigência e responsabilidade da função, que os trabalhadores mantêm abertos aos feriados os museus, monumentos e sítios arqueológicos, assegurando com profissionalismo e dedicação a segurança do património e o bom funcionamento desses equipamentos, sem terem sequer direito a um descanso compensatório”, alega a federação.
No total, a Museus e Monumentos de Portugal gere 38 museus, monumentos e palácios nacionais, entre os quais o Palácio Nacional de Mafra, o Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (Lisboa), e o Convento de Cristo (Tomar).
Segundo a federação, em 2024, os equipamentos da Museus e Monumentos de Portugal tiveram uma receita de bilheteira de 21.217.432,00 de euros, obtida com “o turismo e as visitas de estudo organizadas pelas escolas, confirmando o papel central do património na cultura”.



