A marca hoteleira TRIBE, pertencente ao grupo Accor, prepara a sua estreia em Portugal em 2027, com a abertura do TRIBE Porto Gaia. Para Pauline Oster, vice-presidente para a Europa e Norte de África, a unidade contribuirá “para a reputação do Porto como uma cidade com visão de futuro”, tendo como objetivo “construir uma rede de hubs de lifestyle em Portugal”.
Em entrevista ao TNews, Pauline Oster, vice-presidente para a Europa e Norte de África da TRIBE, adianta que o Porto foi escolhido como a porta de entrada da marca hoteleira na Península Ibérica por ser “uma cidade dinâmica, com um panorama cultural rico e um crescente apelo internacional”. Já Vila Nova de Gaia “oferece proximidade com o rio Douro e uma atmosfera local vibrante, sendo um local ideal para a estreia da TRIBE em Portugal”.
O impacto esperado do TRIBE Porto Gaia passa por reforçar a hotelaria de lifestyle da região. O novo hotel deverá “elevar a oferta hoteleira de lifestyle na região, atraindo viajantes nacionais e internacionais” e funcionar “como um hub social e um destino de design, contribuindo para a reputação do Porto como uma cidade com visão de futuro”.
O projeto nasce de um acordo com a Mercan Properties. Segundo Oster, a escolha foi “natural”, uma vez que o grupo “partilha a visão da TRIBE para uma hotelaria arrojada e orientada para o design e possui um sólido histórico em desenvolvimento sustentável”. A executiva sublinha ainda que a empresa portuguesa tem “expertise local e um compromisso com a qualidade”, fatores que sustentam uma “parceria estratégica” que a marca espera que marque o início de uma “longa colaboração”.
Embora “ainda estejam a ser finalizados detalhes específicos”, a responsável adianta que o hotel irá incorporar o “estilo característico da marca com elementos de design arrojados, áreas comuns dinâmicas e estética inspirada na cultura local”. O estilo do hotel será “minimalista”, mas “enriquecido com arte e materiais locais”. Ao mesmo tempo, a TRIBE promete manter-se fiel ao seu ethos, oferecendo “hotelaria baseada no design, sustentabilidade e envolvimento autêntico com a comunidade”.
Entre os elementos diferenciadores estarão a tecnologia intuitiva — com destaque para o check-in sem contacto e os controlos inteligentes dos quartos — mas sem “perder de vista a ligação humana”, já que a marca defende “uma atmosfera acolhedora e social”. A gastronomia terá igualmente um papel central, com “opções de F&B selecionadas para destacar os produtores regionais e criar um ambiente descontraído e comunitário”.
A TRIBE apostará em estratégias de marketing baseadas no digital e em “parcerias locais e experiências personalizadas”, com o objetivo de atrair tanto viajantes internacionais com afinidade pelo design, como hóspedes portugueses, através de “programação cultural e ofertas regionais de F&B”.

Mas a entrada em Gaia não ficará isolada. Pauline Oster confirma que a marca “está a explorar oportunidades noutras cidades culturalmente ricas” e que “o objetivo é construir uma rede de hubs de lifestyle em Portugal”.
“O crescimento do turismo em Portugal, a abertura à inovação e a forte cultura de design fazem do país um terreno fértil para a hospitalidade lifestyle. A TRIBE vê um grande potencial tanto em destinos urbanos como de lazer”, afirma a vice-presidente para a Europa e Norte de África.
Pauline Oster defende ainda que os clientes nacionais estão cada vez mais recetivos a conceitos diferenciadores. “Os viajantes portugueses, especialmente as gerações mais jovens, estão a adotar o turismo experiencial e as estadias orientadas para o design”, refere, sublinhando que “a combinação de autenticidade, conforto e estética arrojada da TRIBE alinha-se perfeitamente com estas preferências em evolução”.
“Ao mesmo tempo, o Porto é cada vez mais reconhecido como um polo de nómadas digitais, com uma cultura de coworking crescente, uma forte comunidade internacional e um estilo de vida que combina trabalho e lazer na perfeição”, acrescenta.
“Espera-se que o TRIBE Porto Gaia eleve a oferta hoteleira de lifestyle na região, atraindo viajantes nacionais e internacionais. Servirá como um hub social e um destino de design, contribuindo para a reputação do Porto como uma cidade com visão de futuro”
TRIBE quer atingir 100 hotéis até 2030
Para além do mercado português, a TRIBE mantém um plano de expansão internacional ambicioso. A marca está já presente em mais de dez países e “está a expandir-se rapidamente pela Europa, Ásia e América Latina”.
A TRIBE conta com “vários projetos em negociação” e, a médio prazo, tem como objetivo “atingir 100 hotéis até 2030”, privilegiando a localização “em bairros urbanos vibrantes e cidades secundárias em rápido crescimento”.
Depois das inaugurações recentes do TRIBE Budapest Airport (maio de 2025), TRIBE Pantin (junho de 2025), TRIBE Phuket Patong Avista (julho de 2025) e TRIBE Kraków Old Town (julho de 2025), a marca tem na calha novas aberturas até ao final do ano e já para o início de 2026.
Entre as próximas inaugurações estão o TRIBE Belo Horizonte Praça da Liberdade, no Brasil, previsto para o terceiro trimestre de 2025, e o TRIBE Auckland Fort Street, na Nova Zelândia, agendado para o último trimestre do ano.
Em França, seguem-se ainda o TRIBE Montpelier Gare Sud e o TRIBE Reims Centre L’Univers, ambos também no quarto trimestre de 2025, bem como duas novas unidades em Montpelier e em Reims, já confirmadas para o primeiro trimestre de 2026.
“A TRIBE está a explorar oportunidades noutras cidades culturalmente ricas [no país]. O objetivo é construir uma rede de hubs de lifestyle em Portugal”
Desempenho e posicionamento da TRIBE
Para Pauline Oster, a TRIBE visa distinguir-se por ir além do simples alojamento, pretendendo ser “uma marca que personifica a autenticidade transcende o simples facto de ser um local para dormir; passa a fazer parte da história e das memórias do viajante”.
Em 2025, a marca está a manter o seu “forte impulso”, expandindo-se “pela Europa e fora dela”. Atualmente, totaliza mais de 20 hotéis abertos e mais de 30 em desenvolvimento.
Tipicamente, os hóspedes da TRIBE enquadram-se tanto no segmento de negócios como de lazer, sendo “viajantes urbanos e preocupados com o design — millennials, geração Z e profissionais modernos — que valorizam a autenticidade, a flexibilidade e o envolvimento social”.
Quanto à missão da marca, a TRIBE oferece “hotéis elegantes e focados no design a um preço acessível, enfatizando a comunidade, a cultura local e a tecnologia inteligente”, explica a executiva.
“Adoramos peças icónicas e a estética mix & match, onde elementos de alta qualidade e mais acessíveis são combinados num estilo único e reconhecível. Cada hotel TRIBE é diferente, mas todos partilham um ponto em comum: a elegância urbana e distinta”, garante.




