O turismo português voltou a bater recordes em 2025, embora a um ritmo de crescimento mais moderado. De acordo com as Estatísticas do Turismo 2025, divulgadas esta quinta-feira, 9 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal recebeu 29,9 milhões de turistas não residentes, mais 3,3% do que em 2024, enquanto a generalidade dos meios de alojamento registou 34,8 milhões de hóspedes e 89,7 milhões de dormidas, ambos novos máximos históricos.
O abrandamento da procura internacional é uma das principais conclusões do relatório. As chegadas de turistas estrangeiros cresceram 3,3%, quando no ano anterior o aumento tinha sido de 9,3%, e as dormidas dos mercados externos avançaram apenas 0,6%. Em sentido inverso, o mercado interno apresentou um desempenho mais robusto, com um crescimento de 3,5%, gerando 29,5 milhões de dormidas e representando 32,9% do total. Os mercados externos continuaram a dominar a atividade, com 60,2 milhões de dormidas (67,1%), embora o seu peso tenha recuado ligeiramente face a 2024.
Entre os mercados emissores, Espanha manteve-se na liderança, apesar de uma quebra de 0,6%, seguida pelo Reino Unido, que cresceu 1,9%, e pela França, que registou uma diminuição de 2,9%. Os Estados Unidos voltaram a destacar-se entre os principais mercados, com um crescimento de 6,9%, enquanto os agrupamentos “Outros da Europa” (+13,5%) e “Outros do Mundo” (+12%) evidenciaram uma procura cada vez mais diversificada.
Receitas continuam a crescer
Apesar do crescimento mais moderado da procura, a rentabilidade do setor manteve uma evolução positiva. Os proveitos totais dos estabelecimentos turísticos aumentaram 6,9%, para 7,13 mil milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento cresceram 6,6%, para 5,47 mil milhões de euros. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) subiu 4,4%, para 72,4 euros, e o preço médio por quarto ocupado (ADR) aumentou 3,7%, atingindo 124,5 euros. A taxa de ocupação-cama manteve-se nos 48,2%, enquanto a ocupação-quarto subiu para 58,2%.
Regionalmente, o Norte (+4,0%), a Madeira (+3,9%) e o Alentejo (+3,8%) registaram os maiores aumentos nas dormidas, enquanto a Península de Setúbal (-3,5%) e o Algarve (-0,2%) foram as únicas regiões a apresentar quebras. O INE destaca ainda que a taxa de sazonalidade desceu para 36,4%, o valor mais baixo desde 2013, refletindo uma distribuição mais equilibrada da procura ao longo do ano. Também a dependência dos três principais mercados emissores continuou a diminuir, representando 38,5% das dormidas de não residentes, o valor mais baixo da última década.




