Em junho, as chegadas de turistas estrangeiros aos Estados Unidos registaram uma diminuição de 3,4% face ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados do National Travel & Tourism Office (NTTO), órgão governamental americano responsável pelo turismo. No acumulado do ano, o número de chegadas diminuiu 1,2%.
Até ao momento, os Estados Unidos receberam 15.920.724 turistas estrangeiros em 2025, o que corresponde a 80% do volume registado em 2019. Este resultado tem gerado preocupação entre os profissionais do setor, uma vez que os dados nem sequer incluem as chegadas de turistas provenientes do México e do Canadá — dois dos principais mercados emissores — que também apresentam tendência de queda. A diminuição das chegadas verifica-se em todas as regiões do mundo, com exceção da América Central e do Sul.
Vários fatores ajudam a explicar a quebra na procura pelo destino. Os custos elevados, agravados pela inflação, têm afastado determinados segmentos do mercado, incluindo famílias. A conjuntura geopolítica internacional também influencia as decisões dos viajantes, nomeadamente declarações e políticas adotadas por Donald Trump, que são frequentemente apontadas como desfavoráveis à retoma do turismo internacional, devido a questões como exigências administrativas, restrições de entrada e aumento dos custos de viagem.
Um estudo recentemente publicado pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) estima que o país poderá perder até 12,5 mil milhões de dólares em receitas provenientes das despesas dos viajantes internacionais em 2025. Isto faria dos Estados Unidos o único país entre as 184 economias estudadas a registar uma quebra nas despesas dos visitantes estrangeiros este ano.
O turismo e as viagens são o maior setor de exportação de serviços dos Estados Unidos, representando 22% das exportações de serviços do país e 7% do total das exportações em 2023, de acordo com a NTTO.



