Turismo termal do Norte prevê crescer 4% e aposta em público solteiro, millenial e casais com mais de 50 anos

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O setor termal deverá crescer na ordem dos 4% em relação a 2025, afirmou o presidente do Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, em entrevista à agência Lusa, no âmbito do novo Plano para as Termas da Região Norte, cuja apresentação vai decorrer esta terça-feira (dia 15), em Amarante (Porto). O responsável adiantou ainda que o perfil do turista termal do Norte de Portugal é solteiro, millenial, mas também casais com mais de 50 anos e que o plano é investir nesse público-alvo.

A promoção do turismo termal está a ser feita pelos operadores especializados, mas há também um trabalho de “marketing digital e comunicação, press, convite a bloggers especializados, tudo isto faz parte do tal plano em curso para o novo plano para as Termas da Região Norte de Portugal”, explicou Luís Pedro Martins.

“Nós queremos, e temos muito bem definida a nossa promessa, e a promessa presente neste plano é clara, as Termas do Porto e Norte de Portugal proporcionarem saúde (…) integradas em territórios únicos, onde a qualidade da nossa água termal, mas também a natureza, a hospitalidade, a gastronomia e o património podem criar experiências, de facto, memoráveis”, acrescentou.

Luís Pedro Martins refere que o principal mercado do turismo termal no Norte é o mercado nacional e o mercado de proximidade espanhol.

Questionado sobre o sucesso crescente do turismo termal, Luís Pedro Martins explica que cada vez mais o turista quer fazer férias aliadas a saúde de prevenção e bem-estar e que as propriedades das águas ajudam a curar doenças, mas principalmente ajudam a prevenir doenças.

“Esta ideia de bem-estar, nomeadamente não tanto por questões como antigamente se fazia, muito por uma questão meramente de saúde, aqui estamos a falar já em saúde preventiva e de bem-estar (…). Por isso é que dentro dos hotéis cresceu imenso tudo que era spas (…), mas quando conseguimos fazer em equipamentos destinados para o efeito, e ainda por cima estão colocados em locais, eles também inspiradores, com paisagens (…), estamos a conquistar de facto este mercado”, explicou.

A região do Norte de Portugal prevê um crescimento este ano de 2026 no setor do turismo termal na ordem dos 4% em relação a 2025, ano em que registou maior crescimento. “No Norte, em 2025, nós fomos a região que mais cresceu em relação ao ano anterior, quer seja em número de clientes, quer seja em número de faturação”, afirmou o presidente do Turismo do Porto e Norte.

“Nós representamos neste momento, em 2025, 53% da cota do mercado nacional, ou seja, líderes nacionais. Estamos na região que mais clientes conseguiu conquistar. E em faturação representamos cerca de 40% da cota”, declarou.

O crescimento deste nicho turístico deve-se, acredita Luís Pedro Martins, a alguns equipamentos e também ao trabalho que está a ser feito a nível de promoção, de internacionalização e que permitiu cativar mais clientes. “Nós temos previsões para 2026 de continuar a crescer em relação a 2025 e de reforçar aqui esta liderança no número de clientes”, afirmou.

A região Norte tem atualmente a marca regional Termas do Porto e Norte e tem 14 equipamentos termais ativos, mas até ao final do ano estima ter pelo menos mais um ativo: as termas das Caldas de Moledo no Douro, segundo o presidente da TPNP.

Luís Pedro Martins afirmou que Portugal arrecadou “cerca de 16 milhões de euros de volume de negócios só no que diz respeito aos balneários termais”, dados os 83% de procura de programas termais de bem-estar e de lazer muito associado à ideia do wellness (bem-estar)

“Estes 16 milhões de euros de 2025 corresponderam a um crescimento em relação a 2024 de cerca de 16%. Ou seja, tudo isto faz com que valha a pena continuar a trabalhar e, novamente, aqui, a assinar este Plano de Ação das Termas do Porto e Norte de Portugal”, garantiu.

A Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) assina na terça-feira, dia 15, um Protocolo de Colaboração com a Associação das Termas de Portugal, com o objetivo de trabalharem em conjunto para o reforço da notoriedade da atividade, considerada estratégica para o turismo da região, na qual estão localizadas 60% das estâncias termais portuguesas.

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