Sexta-feira, Junho 14, 2024
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Unidades hoteleiras da Serra da Estrela com quebras entre 5 e 10% por causa dos incêndios

O incêndio que afetou a Serra da Estrela terá provocado entre 05 a 10% de cancelamentos de reservas nas unidades hoteleiras daquela região, confirmou o presidente do Turismo Centro Portugal, Pedro Machado, à agência Lusa, no passado dia 19 de agosto.

“Existem alguns cancelamentos que, globalmente, variam entre os 05 e os 10%, sobretudo no período entre 12 e 15 de agosto”, disse Pedro Machado, salientando que unidades situadas mais próximas do incêndio registaram cerca de 70% de cancelamentos.

São exemplos a Casa Bento de Moura Portugal (Gouveia), que é um turismo em espaço rural, com uma quebra na ordem dos 70%, e o Hotel Fábrica (Manteigas), com quebra de cerca de 60%, no pico dos incêndios.

Por outro lado, “no perímetro dentro do Parque Natural da Serra da Estrela, que não foi atingido, e está-se a falar de cerca de 80% das unidades hoteleiras, tem-se, por exemplo, o Hotel das Casas das Penhas Douradas (Manteigas) e o Hotel Belsol (Belmonte) com 100% de taxa de ocupação”.

“Isto é, existem unidades hoteleiras, especialmente aquelas que estão dentro do perímetro do Parque Natural da Serra da Estrela, que não foi atingido, que têm taxas de ocupação na ordem dos 100% e sem quebras de reserva”, sublinhou Pedro Machado.

Segundo o presidente da TCP, existem depois situações de unidades hoteleiras, no caso da Guarda ou da Covilhã, “que estiveram longe do pico dos incêndios, e que praticamente mantêm as mesmas taxas de ocupação sem cancelamentos”.

Pedro Machado disse ainda que não existiram unidades hoteleiras atingidas pelo fogo, embora algum equipamento de apoio, como passadiços, acessos a praias fluviais e parques de campismo, tivesse sido atingido ou condicionado pelo incêndio.

“Esperamos agora, através do trabalho conjunto que vamos fazer com o Turismo de Portugal e com a Secretaria de Estado do Turismo, uma atuação concertada no sentido de transmitir aos portugueses que, infelizmente, apesar dos 20% de perda do Parque Natural, há 80% que estão vigorosos e que importa pensar no futuro”, frisou.

O incêndio na serra deflagrou no dia 06 de agosto na Covilhã e foi dado como dominado no dia 13, mas sofreu uma reativação dois dias depois. Foi considerado novamente dominado na noite de quarta-feira, dia 17, onze dias depois.

O Governo reúne-se esta segunda-feira, dia 22, em Manteigas, com os presidentes de câmara dos cinco concelhos mais afetados pelo incêndio da serra da Estrela, para avaliar os prejuízos causados e definir medidas de apoio.

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