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Fórum Vê Portugal: “Esta retoma que estamos a viver não é fruto da sorte ou do azar, é fruto do trabalho de todos”

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, disse esta terça-feira, dia 7 de junho, que a retoma do turismo em Portugal “não é fruto da sorte ou do azar, é fruto do trabalho de todos, setor privado e público, ao longo destes dois anos”. Para o presidente do Turismo de Portugal, que falava na sessão de abertura da 8ª edição do Fórum Vê Portugal, em Tomar, “a aposta na formação e na comunicação com os clientes foi exemplar”, durante a pandemia. “A forma rápida como recuperamos é um reconhecimento de Portugal como um case study”, referiu.

Sobre a importância do fórum Vê Portugal, Luís Araújo defendeu que é “essencial discutir o futuro do turismo, mas também fazer uma homenagem àqueles que apoiaram o turismo em Portugal nestes dois últimos anos: os portugueses merecem o nosso agradecimento, mas, sobretudo, uma discussão de como os conseguimos fidelizar no futuro”.

O presidente do Turismo de Portugal deixou ainda mais duas mensagens sobre o atual momento do turismo, voltando a repetir uma ideia que já tinha defendido anteriormente. “O turismo não é um dado adquirido, pode existir hoje e acabar amanhã. É preciso que seja acarinhado e reconhecido”. Por outro lado, defende que “o Turismo tem de mudar”. “Se queremos um planeta e uma sociedade melhor, o turismo tem de mudar. Estamos a liderar esta mudança, de forma positiva, acredito”

Oito anos depois desde a sua criação, o Fórum de Turismo Interno Vê Portugal, organizado pelo Turismo do Centro, continua a fazer jus à sua filosofia: trazer para agenda nacional a discussão do turismo interno. Assim destacou Pedro Machado durante a sessão de abertura do fórum, que decorre em Tomar até à próxima quinta-feira, dia 9 de junho.

Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro

Para o presidente do Turismo do Centro de Portugal, a discussão do mercado interno continua a ser atual e a fazer sentido, como comprovam as estatísticas referentes aos resultados turísticos.

“Em abril de 2022, comparativamente a abril de 2019, tivemos cerca de mais 50 mil dormidas só do mercado interno, o que fez reforçar a importância do mercado interno ao longo do ano, porque permite-nos mitigar a sazonalidade, mas é simultaneamente uma oportunidade para os novos territórios. Os portugueses encontraram novas experiências e novas motivações nos territórios de baixa de densidade, o que vai ao encontro do eixo do Vê Portugal de coesão territorial”, considerou o responsável.

O presidente do Turismo do Centro voltou a destacar uma ideia que tem repetido muitas vezes: “O turismo é uma indústria extraordinariamente importante para promover a coesão territorial, a reabilitação dos territórios e combate às assimetrias”.

Pedro Machado deu nota, ainda, enquanto presidente da Turismo do Centro, do papel das Entidades Regionais e da sua ambição em ter “uma voz mais ativa no investimento público”.[As marcas regionais] têm feito um trabalho notável na consolidação do crescimento. É o setor mais bem regionalizado nas últimas décadas, temos feito escola no processo de regionalização. E, por isso, temos a ambição de ter cada vez mais uma voz ativa no investimento público. Temos o dever de participar nesta discussão”.

Francisco Calheiros, presidente da CTP

Nesta que é a oitava edição do fórum, participou ainda na sessão de abertura o presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros. “À porta de mais um verão, estou otimista que vamos superar os dados de 2019. A recuperação da aviação é já uma realidade e a páscoa ultrapassou os dados de 2019. São muito boas notícias”, disse o o responsável da CTP, para quem os últimos dados do INE, relativos a abril, continuam a confirmar a subida do turismo interno. “Face a 2019, o mercado interno subiu 15%, e os mercados externos desceram 4,4%”.

Apesar de otimista face à recuperação já este ano dos resultados do turismo, o presidente da CTP voltou a alertar para os desafios que o setor enfrenta, nomeadamente a capitalização das empresas. “É necessário que as ajudas públicas há tanto tempo prometidas saiam do papel, cheguem à economia real, nomeadamente às empresas. (…) As empresas precisam de apoios no imediato e não apenas ajudas a conta gotas”. Calheiros pediu ainda uma revisão da política fiscal: “É preciso não esquecer que as empresas estão a sofrer não só com pandemia, mas também com as consequências económicas da guerra, com aumento da inflação e o aumento do combustíveis”, sublinhou. Por sua vez, o presidente da CTP defendeu uma rápida solução “para o grave problema da mão de obra”, que deve passar pela agilização dos processos de vistos e de entrada em Portugal. Por fim, referiu igualmente a urgência de resolver os problemas do SEF, “para não se assistir no verão ao que aconteceu no fim de semana. Não é a imagem do país turistica que queremos passar lá fora”, e ainda uma tomada de decisão final nesta legislação sobre o novo aeroporto de Lisboa.

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