A ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens identificou dez medidas que considera que deverão ser prioritárias para o próximo Governo no setor do turismo, incluindo a construção do novo aeroporto de Lisboa e a valorização da profissão de agente de viagens.
Em comunicado divulgado esta terça-feira, 3 de junho, a ANAV informa que partilhou com os partidos políticos representados na Assembleia da República um documento no qual fundamenta todas as medidas que defende como sendo prioritárias na próxima legislatura para o setor em Portugal.
A primeira prioridade prende-se com a construção “urgente” do novo aeroporto de Lisboa, defendendo “a decisão imediata e a rápida execução” da nova infraestrutura aeroportuária da capital, como “condição essencial para garantir a competitividade do país e responder à crescente procura turística”.
Com vista a proteger e modernizar as empresas do setor, a ANAV considera necessária a “simplificação administrativa e fiscal para micro, pequenas e médias empresas do Turismo”, bem como a criação de fundos de emergência específicos para apoio em situações de crise, como pandemias ou desastres naturais.
A associação sublinha também o lançamento de um plano nacional de apoio à transformação digital das agências de viagens e demais empresas que operam no setor, com incentivos à inovação tecnológica e à criação de plataformas digitais de venda e promoção.
Em matéria de recursos humanos, a ANAV quer criar programas de formação contínua e reconversão profissional, tendo como objetivo atrair e qualificar novos talentos para as empresas do setor, em parceria com as associações representativas.
A ANAV defende também a “valorização e dignificação da profissão de agente de viagens” em três eixos principais: a criação do Estatuto do Agente de Viagens, a instituição do “Dia do Agente de Viagens” e o acesso do Provedor do Cliente a todas as associações.
Para a associação, é igualmente importante que o novo Governo apoie a “criação de produtos turísticos sustentáveis e diversificados, potenciando o turismo em regiões de baixa densidade e ao longo de todo o ano”.
Outras prioridades da ANAV são a implementação de programas de apoio financeiro e técnico para promover a internacionalização das empresas portuguesas do turismo, bem como o investimento contínuo na promoção internacional de Portugal como “destino turístico de excelência”, com “envolvimento direto das agências de viagens”.
A entidade visa ainda a constituição de um “Conselho Consultivo Permanente do Turismo”, que funcionaria como “um órgão de diálogo regular entre o Governo e as associações representativas”, de forma a assegurar a “participação efetiva da ANAV e outras entidades homólogas na definição das políticas públicas” do setor.
Por fim, a ANAV aponta a atualização dos sistemas de supervisão e regulação do setor, com vista a “maior proteção do consumidor e simplificação dos procedimentos administrativos”.
Citado na nota de imprensa, Miguel Quintas, presidente da ANAV, comenta que, “com a nova correlação de forças na AR, considerámos fundamental passar à ação ao invés de ficar apenas no campo das intenções”.
“É certo que estamos totalmente disponíveis para reunir e explicar presencialmente as nossas ideias, mas parece-nos imperativo nesta fase que o próximo programa de Governo contemple as medidas presentes neste documento sob pena de o Turismo português perder a competitividade conquistado naturalmente ao longo dos últimos anos”, acrescenta.



