Segunda-feira, Fevereiro 26, 2024
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“75 mil portugueses ficaram sem cuidados de saúde termais”, alerta a associação do setor

A associação que representa as termas em Portugal divulgou esta semana os números da atividade do setor no primeiro semestre de 2021. Os resultados mostram uma ligeira recuperação em relação a 2020, no entanto, estes números são “preocupantes para a saúde dos portugueses”, referiu em comunicado a associação das Termas de Portugal.

No final de 2020, os números refletiam uma perda de mais de 75.000 clientes e perto de 9 milhões de euros de faturação face a 2019. O número de clientes que fizeram termas no primeiro semestre de 2021 é 76% inferior ao mesmo período de 2019 e o volume de faturação regista perdas de 72,2%.

O presidente da Associação das Termas de Portugal, Victor Leal, considera estes números preocupantes e refletem a atuação discriminatória e errática do Governo relativamente ao enquadramento das termas nas medidas aplicáveis no âmbito da atual pandemia.

“A desconsideração das Termas como unidades prestadoras de cuidados de saúde provocou perdas no número de clientes, no volume de negócios, mas também trouxe efeitos catastróficos no emprego e noutras atividades económicas dependentes da atividade, como são os casos da hotelaria, restauração e comércio local”, refere Victor Leal.

O presidente da Associação das Termas de Portugal destaca ainda o facto de um número crescente de estudos internacionais indicar que a terapêutica termal desempenha um papel fundamental na redução de risco de doenças crónicas que têm maior correlação com os casos mais severos de Covid-19, como Diabetes, Obesidade e Hipertensão, entre outras. O responsável acrescenta ainda que “está comprovado o efeito benéfico do termalismo na recuperação de quem sofre consequências nefastas de longos períodos de confinamento, provocadas por deficientes condições de teletrabalho e de comportamentos que podem causar risco à saúde, como o sedentarismo e o consumo de álcool, de tabaco e de alimentação pouco saudável”.

Por isso, Victor Leal reitera que “o encerramento das Termas colocou em causa a saúde de mais de 75.000 portugueses, sendo urgente que o Governo e as autoridades de Saúde entendam o impacto destes números e o efeito que está a provocar na saúde e qualidade de vida dos portugueses. É o momento de os decisores das políticas de Saúde demonstrarem de forma inequívoca que as Termas são parte integrante do Sistema Nacional de Saúde, através de medidas que não discriminem este setor face às restantes tipologias de unidades prestadoras de cuidados de saúde”.

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