O Grupo Lufthansa vai alterar o nome da sua Tarifa Verde, que passa a chamar-se Tarifa de Impacto, com o objetivo de tornar mais clara a contribuição dos passageiros para as medidas de sustentabilidade ambiental. O anúncio foi feito a 23 de outubro, numa altura em que mais de cinco milhões de passageiros já reservaram esta opção desde o seu lançamento, em 2023.
Apesar da mudança de designação, a tarifa mantém a sua estrutura: permite aos passageiros apoiar a utilização adicional de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) na rede de rotas do grupo e contribuir para projetos selecionados de proteção climática.
Segundo a Lufthansa Group, a nova designação pretende também responder à evolução dos requisitos regulamentares relativos à comunicação ambiental.
A Tarifa de Impacto está disponível nas diferentes classes de viagem das companhias aéreas do grupo. Para cada reserva, a Lufthansa Group compromete-se a utilizar uma quantidade adicional de SAF nas suas operações de voo, no prazo de seis meses após a partida.
Como funciona a Tarifa de Impacto?
A contribuição para o SAF e para os projetos climáticos é calculada com base nas emissões de CO₂ estimadas para o voo, variando consoante a distância da viagem.
Nos voos dentro da Europa, a componente destinada à utilização adicional de SAF corresponde a 20% das emissões estimadas, enquanto os restantes 80% são associados ao apoio a projetos de proteção climática. Nas rotas intercontinentais, a proporção é de 10% para o SAF e 90% para os projetos climáticos. Estes projetos podem ter como objetivo evitar ou remover emissões de CO₂, dependendo da iniciativa apoiada.
Além da componente ambiental, os passageiros que reservem a Tarifa de Impacto recebem milhas e pontos adicionais. Consoante a classe de reserva e o destino, a tarifa pode ainda incluir condições de alteração mais flexíveis ou alterações sem custos.
A Lufthansa Group identifica cinco áreas de atuação para reduzir as emissões da aviação: modernização da frota, medidas para aumentar a eficiência do consumo de combustível, utilização de SAF, expansão da intermodalidade e desenvolvimento de ofertas para clientes particulares e empresariais que pretendam apoiar medidas adicionais de sustentabilidade.
O grupo refere ainda que mantém atividade de investigação global sobre clima e meteorologia há mais de 30 anos.




