Segunda-feira, Junho 17, 2024
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“A IA permite mais tempo e qualidade na relação com o cliente, permite que sejamos mais competitivos”

“A Inteligência Artificial permitirá mais tempo e mais qualidade na relação com o cliente. Ou seja, permitirá simplesmente que sejamos mais competitivos”, afirmou Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), na sessão de abertura do 48º Congresso da associação. O evento, que decorre de 30 de novembro a 2 de dezembro, tem como tema principal a “Inteligência Artificial: A Revolução do século XXI”.

Além disso, Pedro Costa Ferreira enfatizou que “a introdução de processos de inteligência artificial permite realizar tudo o que é rotineiro, com mais rapidez, menos custos e eventualmente de uma forma mais perfeita”.

“A Inteligência Artificial permite realizar tudo o que é rotineiro com mais rapidez, menos custos e de forma mais perfeita”.

No entanto, “face ao impacto brutal da inteligência artificial”, o presidente da APAVT sublinhou que “nenhum setor económico pode desde já prever o seu próprio futuro, ou sequer garantir a sua sobrevivência, mas isso não nos impede de agir. Porque se não sabemos se a inteligência artificial nos vai ultrapassar a todos, temos já a certeza de que seremos ultrapassados por quem utilizar a inteligência artificial. Mãos à obra, portanto”.

Sobre o ano de 2023, o presidente da APAVT descreveu-o como um período de “recuperação e reconfirmação” para as agências de viagens. O responsável destacou o desempenho positivo do setor, que se revelou competitivo, “batendo recordes de emissão de passagens aéreas regulares; aumentando a influência na operação de lazer dos portugueses, com novos destinos e mais operações charter; aumentando a capacidade de trazer eventos e turistas para todos os cantos do nosso país”.

“ninguém se espantaria se o 2024 fosse um ano de desaceleração dos fantásticos números entretanto alcançados”

Para 2024, Costa Ferreira apontou desafios significativos, como a “guerra que se alonga e que se alastra para outras partes do mundo”, a persistência da inflação e o aumento das taxas de juro, prevendo uma possível desaceleração no setor. Além disso, o responsável destacou três desafios futuros: a implementação do New Distribution Capability (NDC) da TAP, “que terá um efeito muito significativo no mercado português”; a adoção da sustentabilidade empresarial; e a adaptação contínua à inteligência artificial.

“Três desafios futuros: a implementação do New Distribution Capability (NDC) da TAP; a adoção da sustentabilidade empresarial; e a adaptação contínua à inteligência artificial.”

Situação política do país

Quanto à situação política do país, Pedro Costa Ferreira expressou preocupação com a persistência de desafios económicos e apelou à responsabilidade dos políticos para garantir uma “solução política viável” nas próximas eleições.

“A verdade é que, quando a inflação perdura, quando a guerra continua e se alarga pelo mundo, quando as cicatrizes da pandemia ainda estão abertas, e quando a economia, com exceção do turismo, se mantém anémica, a última coisa de que precisávamos era de mais uma crise política.”

“O que os cidadãos, os empresários e os trabalhadores esperam é que todos os políticos sejam responsáveis, criando condições para que se saia das próximas eleições com uma solução política viável”.

Por fim, Pedro Costa Ferreira também manifestou “estupefação e revolta pelo estado da fiscalização no setor” onde a APAVT opera.

“Cada vez temos mais ilegais, que simplesmente atuam sem RNAVT, de forma absolutamente impune. Durante a minha presidência, fizemos mais de 100 denúncias à ASAE, por prática de atividade de agência de viagens, sem RNAVT. A nossa principal dúvida é o que acontecerá primeiro, o regresso de D. Sebastião, ou a recepção da primeira resposta por parte da ASAE”, concluiu.

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