Sexta-feira, Junho 14, 2024
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Acordo entre UE e Qatar abre caminho a companhias aéreas, mas recebe críticas da aviação francesa

A União Europeia (UE) e o Qatar assinaram na passada segunda-feira, dia 18 de outubro, um acordo de aviação que proporciona às companhias aéreas acesso mais fácil aos mercados, com menos restrições, e substituiu os acordos bilaterais existentes.

Todas as companhias aéreas da UE poderão operar voos diretos de qualquer aeroporto da UE e do Qatar, e vice-versa. Isso também se aplica à companhia aérea do país, a Qatar Airways. O acordo prevê que os aeroportos da UE na Alemanha, França, Itália, Bélgica e Países Baixos estarão sujeitos a um aumento gradual de capacidade até 2024, garantindo condições de concorrência equitativas entre as companhias.

O acordo está, no entanto, a ser criticado em França, pelo setor da aviação, com acusações de ser “incompreensível”, “prejudicial” e “desequilibrado”.

Este acordo é “prejudicial para todo o transporte aéreo na Europa”, disse Zaïnil Nizaraly, secretário da federação de transportes do sindicato francês Force Ouvrière (FO), citado pelo site lechotouristique.com. “Temos o Qatar, que tem três milhões de habitantes de um lado e, do outro, o mercado europeu que é imenso”, explica, espantado com o desequilíbrio do acordo.

A partir de agora, “a Qatar Airways será capaz de captar todos os passageiros europeus para seu hub de Doha”, avisa Christophe Malloggi, delegado da união central da FO na Air France. Claro, o inverso também se aplica, mas “nenhuma empresa europeia tem interesse em aumentar as suas capacidades no Qatar, não temos nada para fazer lá”, questiona Guillaume Schmid, representante do sindicato de pilotos SNPL da Air France.

Este acordo também concede à Qatar Airways acesso ao transporte de mercadorias, uma vez que a empresa poderá agora “realizar voos de carga diretamente entre a União Europeia e países terceiros”, escreveu o SNPL num comunicado de imprensa. No entanto, desde o início da pandemia Covid-19, a carga aéreo assumiu uma importância considerável para as empresas. Se antes representava cerca de 15% da fatruração, agora pesa quase 30% e “as perspectivas são sólidas”, segundo a International Air Transport Association (Iata).

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