O Aeroporto Cristiano Ronaldo, na Madeira, alcançou um marco histórico ao ultrapassar, pela primeira vez, os cinco milhões de passageiros num único ano. O anúncio foi feito esta terça-feira pela ANA – Aeroportos de Portugal e pela Vinci Airports, que destacam um crescimento de 13,1% face a 2024.
Em comunicado conjunto, a ANA e a Vinci Airports sublinham que este desempenho “reforça o seu papel estratégico no desenvolvimento económico e turístico da Região Autónoma da Madeira”, num ano marcado pela expansão da oferta de ligações aéreas.
Em 2025, o Aeroporto da Madeira inaugurou 12 novas rotas durante o verão, incluindo a entrada da United Airlines, que começou a operar voos diretos para Nova Iorque em junho, rota que já tem continuidade assegurada no próximo ano.
A ANA e a Vinci Airports realçam ainda que “o reforço da operação da Ryanair, com o regresso do segundo avião baseado no aeroporto, assim como o crescimento contínuo da easyJet e da TAP”, contribuíram “decisivamente” para o aumento de tráfego. Este ano, a TAP inaugurou a ligação Faro-Madeira e a Brussels Airlines retomou a sua operação, com uma ligação semanal a Bruxelas.
Atualmente, o aeroporto conta com 26 companhias aéreas regulares, ligando a região a 24 países e 65 destinos. Em 2024, serviu um total de 4,8 milhões de passageiros e, este ano, terminará com um número para além dos cinco milhões.
Com este novo marco, a infraestrutura madeirense passa a integrar “uma nova categoria de aeroportos da Europa, reforçando a sua relevância no contexto internacional”, realçam ANA e Vinci Airports.
Sustentabilidade como prioridade
O comunicado destaca também o alinhamento da infraestrutura aeroportuária com as metas ambientais globais da Vinci Airports, que visa atingir, nos 14 países onde opera mais de 70 aeroportos, emissões líquidas zero até 2030 na União Europeia e Reino Unido, e até 2050 no resto do mundo.
No que toca ao Aeroporto da Madeira, este já se encontra “entre os mais avançados da rede ao nível da gestão de carbono”, tendo estado “entre os primeiros 10 no mundo a obter o Nível 5 da Airport Carbon Accreditation”, distinção internacional atribuída pelo Airport Council International.
Os aeroportos portugueses já reduziram mais de 88% das emissões face a 2018, fruto de uma “estratégia ambiental ambiciosa” que inclui medidas de maior eficiência energética, descarbonização da frota e aposta nas energias renováveis.
Na Madeira, registou-se uma redução de mais de 90% das emissões de âmbito 1 e 2, “um trabalho desenvolvido com os seus parceiros numa estratégia transversal para a descarbonização do setor da aviação”. Segundo o comunicado, destacam-se a eletrificação das operações no aeroporto, a instalação de iluminação 100% LED, o incentivo para a utilização de sustainable aviation fuel (SAF) e renovação de frota para “aeronaves mais eficientes”.
Entre os investimentos em curso, está a instalação de painéis fotovoltaicos, que deverão garantir cerca de 30% da energia elétrica consumida pelo aeroporto da Madeira.
A ANA destaca ainda o investimento na “modernização, eficiência operacional e qualidade de serviço do Aeroporto da Madeira”, nomeadamente a utilização da biometria – Biometrics by Vinci Airports – para “soluções mais fluídas na experiência do passageiro”.
O terminal foi alvo de “importantes intervenções recentes”, incluindo: a ampliação da capacidade na área de check in, de self bag drop e de rastreio de segurança; remodelação das portas de embarque; intervenção na área de controlo de fronteira para implementação do Exit Entry System; aquisição de novas viaturas de socorro e salvamento e substituição total das torres de iluminação da pista; e ampliação do estacionamento com reforço do número de lugares.






