Sábado, Fevereiro 24, 2024
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Aeroporto de Lisboa: “Vamos ter de viver com as infraestruturas que temos e crescer em todo o país”

O presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, refuta a ideia que não possa haver crescimento do turismo sem um novo aeroporto em Lisboa.

Carlos Abade afirma que  é “urgente e premente” resolver a questão do aeroporto de Lisboa,  mas defende “uma solução inteligente”. “Não vamos ter amanhã uma infraestrutura nova, vamos ter de viver com as infraestruturas que temos, e quando falamos de crescimento, não falamos só de Lisboa, falamos de todo o país, todos os aeroportos de Portugal, incluindo o de Lisboa, têm capacidade de crescimento”, afirma. “Vamos trabalhar com todos os aeroportos e gerir de forma mais inteligente as infraestruturas que temos e fazer os investimentos que têm de ser feitos”, defende.

Esta segunda-feira, dia 15, o presidente do Turismo de Portugal foi o convidado do almoço de associados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), onde falou sobre as perspetivas de crescimento para o próximo ano.  

Começando por um balanço de 2023, Carlos Abrade afirma que foi “um ano particularmente positivo para o turismo”, com um “crescimento muito significativo das receitas turísticas”. “Tivemos um crescimento de quase 19% relativamente a 2022, e 35% face a 2019, atingindo os 25 mil milhões, que é um valor muito perto do valor que foi previsto para 2027 que era de 27 mil milhões de euros. O setor do turismo após a pandemia e em 2023, mesmo numa conjuntura difícil, cresceu acima da média de crescimento mundial”.

O presidente do Turismo de Portugal acredita que o setor vai continuar a crescer em 2024, e apresentar um incremento face a 2023. “Estamos a 7,6% de atingirmos em 2024 as receitas turísticas de 27 mil milhões de euros, o que é bastante significativo visto que saímos de 2019 com 18 mil milhões de euros. Estamos muito focados no sentido de continuarmos a crescer e aproximarmo-nos o mais possível em 2024 daquilo que foram os valores projetados para 2027”.

Carlos Abade refuta a ideia que o turismo está a chegar ao limite. “Isso é um absurdo”. “Vamos continuar a crescer porque vamos continuar a apostar em mercados de maior valor acrescentado, porque as próprias empresas vão tornar-se cada vez mais eficientes, vão continuar a investir,  e vamos ter uma aposta cada vez maior noutros territórios”.

Interpelado se será necessário rever as metas do turismo em 2024, o presidente do Turismo de Portugal defende que “primeiro, há que estar focado na sustentabilidade, na autenticidade das regiões e do território, é nisso que temos de estar focados”. No entanto, “o turismo é uma atividade económica, que tem naturalmente que crescer, continuar a criar a riqueza que tem vindo a gerar ao longo dos anos, para ajudar o país a ser maior. Veremos como as coisas correm e depois preparamos o futuro”, afirma.

Questionado sobre se haverá uma aposta em novos mercados, o responsável do Turismo de Portugal sublinha a necessidade de consolidar os mercados que já temos. “É muito importante continuarmos a dar atenção devida aos nossos mercados mais antigos e que traduzem uma parte importante daquilo que é o turismo em Portugal. E sim, continuar a apostar nos mercados de maior valor acrescentado, como os EUA e Canadá, são mercados prioritários para Portugal, mas reforçaremos também o trabalho noutros mercados, como os asiáticos, e América do Sul”. 

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