Sexta-feira, Março 13, 2026
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Agentes em Época Alta | Com Q’Viagem Figueira da Foz

Durante o verão, o TNews conversa com agentes de viagens de norte a sul do país, em entrevistas informais que revelam o outro lado da época alta. Histórias curiosas, pedidos insólitos e tendências do setor — tudo contado por quem vive o verão no centro da ação, na nova rubrica “Agentes em Época Alta”.

À conversa com Eunice Baptista | Q’Viagem Figueira da Foz

Qual foi a viagem mais inusitada que já vendeu?

Durante anos tive um cliente com 60 e tal anos que me pedia hotéis para nudistas e para escolher “obrigava-me” a mostrar-lhe as fotos de todos os hotéis. A pergunta era sempre a mesma: “se podiam andar todos nus em todo o hotel”. Graças a ele conheço imensos hotéis e destinos naturistas.

E a pergunta mais estranha que já ouviu de um cliente?

A pergunta mais estranha que ouvi de um cliente foi um que entrou na agência e me perguntou se podia ir de barco para o Dubai sem passaporte; disse-lhe que não era possível. Pergunta seguinte: “e se for para a Grécia posso apanhar o barco para o Dubai?”, e insistiu nisto durante algum tempo. Eu e a minha colega achámos que era para os “Apanhados”.

Que destino recomenda de olhos fechados — e porquê?

Maldivas, sempre. Zero reclamações em 13 anos de agência e toda a gente adora. Seja em que altura do ano for é sempre garantido: praia paradisíaca, sol, calor, água quente, excelentes hotéis, serviço excelente. Nunca falha.

Há alguma tendência no setor que lhe desperte particular entusiasmo?

O facto de cada vez mais jovens irem à agência e comprarem as viagens connosco. Há uns anos achava que caminhávamos em sentido contrário, que os jovens iriam deixar as agências para comprarem na internet e é muito bom e gratificante termos cada vez mais clientes jovens que preferem o contacto humano e terem alguém de confiança deste lado.

A inteligência artificial também veio revolucionar o nosso setor e temos que nos manter atualizadas, pois é uma ferramenta que bem utilizada nos pode trazer muitas vantagens, por exemplo, na organização de roteiros detalhados para os nossos clientes e na criação de conteúdos para as redes sociais.

Quando chega a sua vez de viajar, como escolhe os seus próprios destinos de férias?

Eu sou aquela que dá bom uso ao ditado popular “em casa de ferreiro espeto de pau” e deixo tudo para a última. Este ano marquei férias em julho para ir no final de agosto.

Confesso que cada vez mais prefiro viagens culturais. Estar estendida na praia mais de quatro dias já me chateia e, se puder aliar as duas coisas, melhor. Tento fazer pelo menos duas escapadinhas culturais por ano para cidades e depois faço umas férias de praia em família.

Nos planos para os próximos tempos está uma viagem com amigas pelo Vietname e Camboja, que é uma das minhas viagens de sonho, e também Lapónia.

Nota de editor

Se é agente de viagens e quer participar na rubrica “Agentes em Época Alta”, envie o seu contributo respondendo a estas cinco perguntas para cmonteiro@tnews.pt.

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