A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) e a Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AHISA) assinaram um memorando de entendimento para avançar com a fusão das duas entidades, num processo que deverá estar concluído até ao final de 2026 e que dará origem à Associação de Empresas Turísticas do Algarve (AETA).
Em declarações à Lusa, o presidente da AHETA, Hélder Martins, explicou que a aproximação entre as duas associações surge “após vários anos de tentativas falhadas de entendimento”, sublinhando que a concretização do processo resultou da vontade das atuais lideranças.
“Estiveram durante anos de costas voltadas, houve muitas tentativas entre elementos das duas direções, mas nunca se conseguiu”, afirmou. Segundo o dirigente, “desta vez encontraram-se duas pessoas com vontade e bastou uma conversa numa cerimónia oficial”, que deu origem ao trabalho desenvolvido pelas duas associações até à assinatura do memorando.
Hélder Martins defendeu que a fusão permitirá criar uma estrutura mais representativa do setor turístico algarvio. “É preciso haver vontade, é preciso ter a noção de que ambas as associações têm um propósito muito comum”, afirmou.
A AHISA, criada em 1971, reúne cerca de 900 associados dos setores da hotelaria e da restauração, enquanto a AHETA representa cerca de 300 associados ligados à hotelaria, animação turística e atividade imobiliária associada ao turismo.
A nova entidade adotará a designação Associação de Empresas Turísticas do Algarve (AETA), um nome que, segundo Hélder Martins, “era mais abrangente”. “No fundo, é uma associação de empresas turísticas e não uma associação só de hotéis ou similares”, explicou.
O responsável considera que a nova associação permitirá reforçar a representação do setor junto das entidades públicas e privadas e alargar a base de associados. “Várias empresas turísticas vão poder aderir à associação e vamos poder ter mais abrangência”, sublinhou.
Para Hélder Martins, a fusão representa também uma mudança na cultura associativa da região. “Não é tradição no Algarve. A tradição no Algarve é separar, é desagregar. Espero que isto constitua um elemento para que as pessoas percebam que juntos temos mais força”, declarou.
Apesar da assinatura do memorando, o processo continua dependente do cumprimento de vários procedimentos administrativos e legais, incluindo o registo da nova entidade. Ainda assim, o presidente da AHETA mostrou-se confiante de que a fusão ficará concluída até ao final do ano.
Também o presidente da AHISA, Daniel do Adro, considera que a união das duas associações “é fundamental para representar os desígnios comuns dos empresários turísticos e enfrentar os desafios futuros do setor”. “É essencial e fundamental que a região fale a uma só voz, com capacidade para defender o setor e os associados”, acrescentou.
A cerimónia de assinatura do memorando de entendimento decorreu em Albufeira e foi presidida pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, contando também com a presença do presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, e do presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros.




