Quinta-feira, Setembro 29, 2022
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AHP pede solução “realista” e “definitiva” para o Aeroporto de Lisboa

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) espera que a reunião marcada para esta sexta-feira, dia 23, entre o Primeiro-Ministro, António Costa, e o líder do PSD, Luís Montenegro, “corresponda ao prometido: ser o ponto de partida para ser rapidamente aprovada uma solução realista e definitiva que sirva Lisboa e o país”.

A associação acredita que ambos os líderes políticos “irão encontrar o consenso para responder a uma situação extremamente preocupante para o crescimento económico do país, recordando que não só o Primeiro-Ministro informou que só seria tomada uma decisão sobre a localização do novo aeroporto em 2023, como a mesma teria de sair do consenso entre os 2 principais líderes, ou seja, se tudo correr dentro dos tempos normais, só teremos um novo aeroporto em 2033”.

Bernardo Trindade, presidente da AHP, sublinha: “como já nos cansámos de ver, sem consenso entre as principais forças políticas, qualquer que seja a decisão tomada só por um é posta em causa logo no momento seguinte. Ora, é fundamental que haja uma decisão definitiva e a sua execução. Lamentavelmente o tempo político e o tempo da economia não estão alinhados”.

Baseando-se no estudo da CTP realizado pela EY, apresentado em julho de 2022, onde se conclui que o atraso na construção do novo aeroporto representa uma perda potencial de 6,8 mil milhões de euros até 2027 e menos 28 mil empregos, o responsável da AHP reforça: “Em 2022 vivemos situações caóticas no aeroporto de Lisboa, que comprovaram o seu esgotamento a vários níveis. É certo que foi agravado por várias circunstâncias excecionais, de resto vividas em comum em vários países, particularmente na Europa, mas o ponto é que não havendo capacidade aeroportuária em Lisboa estamos a perder quota de mercado e oportunidades de crescer sustentadamente, trazendo até nós viajantes que gastam e geram valor no país. É mesmo isso que vai acontecer já nos próximos anos, se não forem encontradas soluções alternativas. E que só se vai agravar, se não for dado início quanto antes à construção do há 50 anos reclamado novo aeroporto. Como já o dissemos inúmeras vezes – remata Bernardo Trindade – neste momento a única alternativa é avançar já com as obras conferindo mais estacionamentos, mais qualidade para prestadores e clientes do aeroporto. É urgente, imprescindível, que haja acordo! E que o Governo permita arrancar já com estes melhoramentos na Portela. O país não pode perder mais tempo.”

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