Segunda-feira, Março 9, 2026
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AHRESP: Prioridade do novo Governo deve ser “salvar as empresas”

A associação da hotelaria e restauração defende que a “prioridade do novo Governo deve ser salvar as empresas”, apoiando o reforço da tesouraria, e reclama um “apoio imediato a fundo perdido” pelos “encerramentos involuntários” devido à variante Ómicron.

“Qualquer que seja a solução a resultar deste processo [de eleições legislativas do passado domingo, em que o PS obteve a maioria absoluta], a AHRESP [Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal] considera que a prioridade de um novo executivo deve ser salvar as empresas, implementando medidas fundamentais para o reforço da tesouraria das empresas”, sustenta a associação no seu boletim diário, hoje divulgado.

A este propósito, a AHRESP lembra ter recentemente enviado ao Governo e a todos os partidos políticos um conjunto de 20 propostas para ajudar a recuperar empresas e a relançar a economia, baseadas em cinco eixos fundamentais: incentivo ao consumo, fiscalidade, capitalização das empresas, qualificação e dignificação do emprego, legislação laboral e contratação coletiva.

“Entre as propostas que fizemos está a aplicação da taxa reduzida do IVA a todo o serviço de alimentação e bebidas durante o ano de 2022, o prolongamento do IVAucher e várias medidas fiscais como a descida do IRC, IRS e o fim do pagamento especial por conta”, recorda.

No boletim de hoje, a associação defende ainda que o “encerramento involuntário” de muitos estabelecimentos do setor que se tem vindo a verificar devido a infeções com covid-19 “deve ser acompanhado por medidas de compensação”.

“Face à elevada taxa de transmissibilidade da variante Ómicron, as empresas da restauração e similares e do alojamento turístico estão a ser obrigadas a proceder a encerramentos involuntários, devido à ausência de trabalhadores que se encontram infetados com a covid-19 ou em isolamento profilático”, refere.

Segundo explica a associação, “durante este período a empresa mantém a obrigação de assegurar o pagamento por inteiro de todos os custos fixos, nomeadamente os salários dos trabalhadores que não foram infetados nem se encontram em isolamento”.

“Perante estes graves constrangimentos, a AHRESP defende que deve ser atribuído um apoio específico a fundo perdido, de atribuição simples e imediata, de modo a compensar todos os custos que as empresas continuam a ter de suportar em períodos de ausência total de faturação, como resultado do encerramento forçado de estabelecimentos”, reclama.

O PS alcançou a maioria absoluta nas legislativas de domingo e uma vantagem superior a 13 pontos percentuais sobre o PSD, numa eleição que consagrou o Chega como a terceira força política do parlamento.

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