A Airbnb está a partilhar novos dados em Portugal que mostram que os anfitriões na Airbnb são principalmente indivíduos e famílias locais que partilham ou possuem um único anúncio, seja um quarto privado no local onde vivem ou uma casa que possuem ou utilizam. Os dados mostram também que, com o aumento da inflação, o dinheiro extra ganho pelos anfitriões em Portugal tornou-se “uma parte essencial do seu rendimento para fazer face às despesas, renovar edifícios e casas e até mesmo para pagar a própria casa”.
De acordo com um estudo interno da Airbnb, “e contrariando o pressuposto de que a maioria dos alojamentos em Portugal pertence maioritariamente a grandes especuladores imobiliários e está localizada nos grandes centros urbanos, 9 em cada 10 anfitriões em Portugal afirmam que o espaço que anunciam na plataforma era, em 2022, propriedade deles ou da família”, indica a plataforma em comunicado, revelando que, em 2022, quase 2/3 das noites de alojamento de curta duração reservadas na Airbnb em Portugal foram fora do Porto e de Lisboa.
A Airbnb sublinha que “tem estado a trabalhar com os intervenientes políticos em Portugal para mostrar o seu compromisso em ajudar a resolver as preocupações legítimas sobre a habitação e o aumento do custo de vida”. A Airbnb reconhece que as áreas densamente povoadas de Portugal estão a enfrentar desafios de acessibilidade à habitação e indica que está empenhada “em trabalhar para encontrar soluções equilibradas que protejam as famílias locais e a economia local”.
“A Airbnb tem vindo a apoiar o trabalho por toda a UE para a criação de regras para o arrendamento de curta duração que abram oportunidades económicas para os anfitriões comuns, bem como para dar aos governos a informação de que necessitam para conter o turismo excessivo e os especuladores que geram preocupações relativas à habitação local. A Airbnb acredita que qualquer regulamentação deve ser justa, baseada em provas e não deve visar injustamente as famílias locais em detrimento da hospitalidade tradicional”, afirmou Juliette Langlais, Diretora de Políticas Públicas da Airbnb para a região EMEA.
No comunicado, a Airbnb indica que tem vindo a apelar “a regras simples e claras para os anfitriões comuns e a um processo simplificado de partilha de dados com um ponto de entrada único em toda a UE”. A plataforma defende um regulamento que estabeleça “uma diferenciação clara entre especuladores e anfitriões ocasionais que alugam o espaço onde vivem ou que utilizam”. Seguindo estes princípios, a Airbnb refere que pretende continuar a trabalhar com Portugal “para permitir que os anfitriões comuns beneficiem e participem na economia do turismo europeu, ao mesmo tempo que fornece aos governos as informações de que necessitam para apoiar a elaboração de políticas eficazes e combater os maus atores e o excesso de turismo”.
Um suporte económico para os anfitriões
Com o aumento da inflação em Portugal e em todo o mundo, a Airbnb defende que o dinheiro extra ganho pelos anfitriões tornou-se “uma parte essencial do seu rendimento para fazer face ao aumento dos preços e até para pagar a sua própria casa”. De acordo com o mesmo estudo interno, quase metade dos anfitriões em Portugal afirmam que o rendimento adicional que ganham com o alojamento os ajuda a pagar as suas casas e 50% afirmam que utilizaram o dinheiro ganho na Airbnb para fazer face às despesas. Segundo os dados da plataforma, quase um terço dos anfitriões espera contar mais com o dinheiro que ganha através do alojamento no próximo ano.
Os anfitriões na Airbnb descrevem que o alojamento é um complemento da sua actividade principal e que o dinheiro que ganham não é a sua principal fonte de rendimento. Quase 70% dos anfitriões não consideram o alojamento como a sua ocupação principal e mais de metade indicou que utiliza o dinheiro que ganha para efetuar melhorias ou renovações na casa.






